As autuações atingiram 520 dos 839 produtos fiscalizados neste ano. Na cesta básica, o índice atinge 50,5%.
Entre todas as operações de fiscalização realizadas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de janeiro deste ano até ontem, o órgão autuou 520 dos 839 produtos fiscalizados, resultando num placar acumulado de 61,98% de autuações. Somente em relação às 17 aferições de cesta básica, do total de 202 produtos analisados durante o ano, 102 (50,5%) foram autuados por irregularidades. A informação é do supervisor técnico regional do Ipem, Luiz Antônio Brizzi.
De acordo com ele, somente na aferição de cesta básica realizada pelo órgão ontem, dos 12 produtos analisados, 10 apresentaram irregularidades, o que significa uma porcentagem de 83,33% de erros, uma das mais altas do ano em operações dessa natureza. Os produtos recordistas em reincidência de autuações são macarrão e biscoitos, seguidos pelo sal. O que tem diminuído é o porcentual de erro desses produtos. Ou seja, o resultado final tem ficado cada vez menos distante do que vem especificado na embalagem. Porém, as irregularidades continuam. Existem empresas fabricantes de produtos alimentícios que já foram autuadas mais de dez vezes, somente neste ano, conta Brizzi.
Na opinião dele, a queda dos percentuais de irregularidade dos produtos seria uma prova de que as empresas autuadas procuram se adequar e cumprir com as determinações do Ipem. Porém, o grande número de reincidências continuaria ocorrendo devido a falhas no controle de qualidade dessas empresas, que são sempre de grande porte. Quando autuadas, as empresas sempre respondem ao Ipem e procuram melhorar. Acredito que o que acontece é a falta de rigor no controle de qualidades desses fabricantes, observa Brizzi. Segundo ele, a fiscalização do Ipem sempre é intensificada em relação aos produtos que apresentam irregularidades.
Na aferição de produtos da cesta básica realizada ontem, com itens coletados em Pongaí, São Carlos, Reginópolis, Araraquara e Igaraçu do Tietê, os produtos irregulares foram o feijão carioca de 1 kg da marca Irano, que apresentou um erro individual de menos 22,6 gramas em 14 unidades verificadas; feijão tipo 1 da marca Camil, de 1 kg, teve erro na média de menos 2,9 gramas, o que corresponde a menos 0,29%; feijão tipo 1 Camil, de 500 gramas, apresentou erro médio de menos 8,1 gramas, o que equivale a menos 1,62%; macarrão espagueti da marca Dona Benta, de 500 gramas, apresentou erro na média de menos 4,8 gramas, que corresponde a menos 0,96%, e mais três erros individuais em 32 unidades verificadas, sendo o maior erro de menos 30 gramas; arroz tipo 1 da marca Bonachão, de 5 kg, teve erro na média de menos 8 gramas, que equivale a menos 0,16%; biscoito salgado multicereais da Bauducco, de 170 gramas, teve erro médio de menos 4,3 gramas, que corresponde a menos 2,53%, e mais nove erros individuais em 20 unidades verificadas, sendo o maior deles de menos 13,6 gramas; farinha de mandioca da marca Ki Aroma, de 1 kg, apresentou erro na média de menos 12,79 gramas, que equivale a menos 1,27%, e mais oito erros individuais em 14 unidades verificadas, sendo o maior erro de menos 20,2 gramas; macarrão penne da Petybon, de 500 gramas, teve erro médio de menos quatro gramas, que corresponde a menos 0,80%; alho da marca Ana Paula, de 500 gramas, apresentou erro na média de menos 10 gramas, que equivale a menos 2%; biscoito de leite da Tostines, de 200 gramas, teve dois erros individuais em 20 unidades aferidas, sendo o maior erro de menos 15,4 gramas.
Os produtos corretos foram o desinfetante lavanda de dois litros da marca Aroma e biscoito recheado Sapeca, da marca Filler, de 170 gramas.
As empresas autuadas foram notificadas para retirar os lotes irregulares de circulação. A multa para primárias é de até R$ 2.553,84 e, para reincidentes, pode chegar a R$ 5.107,68. Após lavrado o auto de infração, as empresas têm prazo de 15 dias para apresentar a defesa ao Ipem, que é um órgão da Secretaria da Justiça e de Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo.