08 de julho de 2026
Geral

Curvando aos baixinho(as)

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Claro, claríssimo, que tamanho não é documento comprobatório de força, inteligência, riqueza e tudo o mais, até mesmo beleza física, isto já na ampla esfera feminina, tanto assim que constantemente se encontram por aí baixinhas que são um encanto em todos os sentidos: rosto, corpo e outras coisas mais... Que nossa esposa, que não é baixinha, não leia estes carinhosos louvores às meninas, se não ela mata a gente, solenemente, ainda que já saiba que pretendemos continuar vivendo mais uns 50 anos, ou seja, até que os anjinhos do céu nos contratem para passarmos a estampar nossas despretensiosas opiniões na Página 2 de seu belo jornalzinho. Mais ainda porque, conforme nos disse o chefe Érico Braga, poderemos continuar como Jornalista Responsável do JC até quando quisermos ou pudermos, e, então, nossos colegas daqui e nossos leitores de lá terão de continuar nos suportando enquanto os queridos anjinhos não nos acenam com as suas bondosas mãos.

Mas, deixemos já, depressinha, dessas despretensiosas gracinhas, e partamos para o que insinua realmente a matéria. Não é desonra nenhuma ser anão ou ter estatura aquém da média da nossa espécie. Contudo, em verdade, ninguém gosta de ser chamado de baixinho, pois nunca o recebe como expressão afetiva, capaz de encantar seu coração, que, pergunta-se, seria pequeno também, do tamanho dos outros? Ao contrário, recebe-o com a triste sensação de que está sendo diminuído ou alvo de gozação. Face a isso, peca bastante o Congresso Nacional, porque continua cozinhando em banho-maria a execução de lei que permitiria se extrair do crânio de cadáveres as glândulas hipófises, produtoras do hormônio que cura o nanismo hipofisário, fazendo com que as crianças tenham crescimento normal desde o ventre da mãe e por toda a sua caminhada. Será que no Congresso Nacional não haveria parlamentares baixinhos que, sentindo o problema da estatura na própria carne, olhassem a propositura com a necessária objetividade...? Seria bom que o houvesse, para que se possa entregar aos queridos e importantes nanicos (homens e mulheres) a bandeira que merecem. É a nossa opinião.

(*) N. Serra, Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).