08 de julho de 2026
Geral

Nossa fragilidade nos assusta!

Ercília Pollice (*)
| Tempo de leitura: 2 min

Diz a canção popular: ...a dor da gente não sai no jornal.

Eu completarei, a dor do mundo sai, todos os dias, e cada vez mais exposta essa dor se mostra.

Não há como não se angustiar diante dos acontecimentos.

A TV nos fez protagonistas de um filme de terror, com a diferença, de que no final, não houve nenhum super-herói, nenhum mocinho, que salvasse a América.

Quem não se lembra daquele filme em que invasores de outro planeta, alienígenas, atacaram New York, com sua supernave? Era o Independence Day, cheio de efeitos especiais.

Pois bem, New York foi atacada, mas não por seres de um planeta desconhecido; a Big Aple foi literalmente arrasada, por irmãos nossos, pessoas que como nós, têm filhos, pai, mãe, irmãos, moram em casas onde se reúnem em volta à mesa e dão graças ao seu Deus pelo alimento.

A realidade mais uma vez suplanta a fantasia!

Tudo em nome de Deus! Que pensará O Todo Poderoso acerca desses homens que dizem que O adoram e não cumprem a ordenança de amar ao seu irmão?

Fica complicado, a nós, adultos, assimilarmos toda essa violência, esse desamor, esse perigo constante que nos rodeia dia e noite, noite e dia!

Agora, o que diremos das crianças e jovens?

A modernidade, nos fez frágeis.

Já não se respeita o outro! Não há lei a ser obedecida. Não há parâmetros a serem seguidos. A ética é palavra que só existe no dicionário.

Que linha tênue separa a lucidez da loucura!

Que mente é essa que domina os homens e os escraviza de maneira tal, que eles perdem sua humanidade e os fazem feras sem alma e sem coração!?

Setembro, não tem de ser negro, não podemos deixar que insanos nos destruam a esperança e os sonhos.

Sem sonhos o homem não vive!

Mas, dirá alguém, como segurar a esperança em nossos corações, diante de tantas coisas más, feias, tristes?

Cada qual tem seu mecanismo de defesa. Cada qual reage à sua maneira, e deve encontrar uma forma de driblar as coisas más e lembrar-se que há muita vida pra se viver, muito coração cheio de amor, muita ternura ainda pra se dar...

Sinto pena dos sem fé, não posso imaginar como superarão tantas incertezas.

A fé nos deixa cheios de esperança e confiança que nem tudo está perdido. Que há jeito... e passamos a cantar as palavras de John Lennon... Imagine...

Passamos a confiar que Alguém olha por nós, aconteça o que acontecer!

Afinal, até a ciência já sabe que a fé remove montanhas.

Diz o sábio: De todas as coisas que deves guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.

Não vou deixar ninguém tirar do meu coração a ternura e o amor!!

Afinal, no meu coração, mando eu!!

(*) Ercília Ferraz de Arruda Pollice é escritora, poeta, membro da Academia de Letras de Bauru e colaboradora de Ju Machado-Escritório de Arte.