08 de julho de 2026
Geral

OUTRO NEGÓCIO DO MOMENTO

Henrique Perazzi de Aquino
| Tempo de leitura: 2 min

Dinheiro fácil, graúdo e em quantidades inimagináveis para nós, simples mortais. Querem saber como? Tem um pessoal no mercado que está se especializando em negociar por cima, faturando muito, sem precisar sujar as mãos. Tudo acontece mais ou menos dessa forma. Eles descobrem aquelas pessoas que possuem um alto crédito a receber do Estado, que tenham ação correndo na Justiça e, cientes de que muitos anos deverão correr para que o pagamento seja efetuado, entram em ação. Se o valor a ser recebido é de R$ 10 milhões, chegam oferecendo R$ 1 milhão e ficam com a carta de crédito. Guardam essa carta de crédito muito bem guardadinha. O próximo passo é encontrar aquelas empresas de grande porte, que devam valores muito altos para o Estado e que passam por dificuldades financeiras. Compram tudo por uma pechincha e quitam a tal da dívida, com a carta de crédito. Aquela que possuem no cofre. Empresa sanada, reiniciam o negócio com tudo zerado e prontos para vendê-la por dinheiro graúdo.

O enriquecimento é imediato e requer pessoas certas nos lugares certos. Dizem que tem até um ex-presidente no negócio. Os testas de ferro estão espalhados por aí, esbanjando dinheiro, comprando tudo o que vem pela frente e tornando-se os novos donos do pedaço. Certo mesmo está o Sócrates (o do futebol), em sua coluna quinzenal na Carta Capital, quando diz que já não basta acumular riqueza; é necessário tomar do outro o que jamais poderia ser nosso. Quanto mais, melhor. Bajular e ficar com nhenhenhen com quem participa desse tipo de negócio é fazer papel de bobo da corte, serviçal de algo que ao invés de ser incentivado, precisa é ser denunciado. Sacrifícios monstruosos foram impostos à Nação para que uns poucos superlotassem as burras além da conta. Esse é o País em que vivemos. (Henrique Perazzi de Aquino - RG. 9.710.205).