09 de julho de 2026
Geral

Terror reduz o fluxo de importação

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas aéreas tiveram número de vôos reduzidos, diminuindo a quantidade de cargas que passa pela Eadi-Bauru.

A limitação do tráfego aéreo entre Estados Unidos e Brasil, depois do atentado terrorista realizado contra Nova York e Washington, na semana passada, está complicando o fluxo de mercadorias importadas daquele país que passam Estação Aduaneira Interior - Eadi-Bauru -, administrada pela Companhia Paulista de Armazéns Gerais Aduaneiros Exportação e Importação (Cipagem).

Wilson Batista Souto, presidente da Cipagem, afirma que, em todas as Eadis existentes no País, o fluxo de mercadorias teve uma redução de 60%, correspondente, principalmente, às cargas aéreas. Outro fator que está influenciando, neste momento, é a alta do dólar, que traz insegurança para os empresários que trabalham com o comércio exterior.

De acordo com ele, algumas empresas da região, que dependem de peças de reposição importadas dos Estados Unidos para seus equipamentos, estão passando por dificuldades, pois não conseguem recebê-las. A carga aérea tem a característica de ter alto valor agregado e do destinatário necessitar dela com urgência, incluindo produtos de informática e peças de reposição para equipamentos.

Souto explica que havia uma programação de cargas que deveriam chegar dos Estados Unidos, especificamente Miami. Porém, ele acredita que a situação é transitória.

A questão, agora, depende do que vai acontecer, da reação que terá os Estados Unidos em relação aos terroristas. Para ele, as questões básicas são: se haverá guerra e se o dólar vai se estabilizar. O empresário fica inseguro em comprar algo e, depois, não saber o quanto vai pagar, afirmou.

Souto disse que a previsão que fez ao Jornal da Cidade, na Entrevista da Semana, do dia 9 de setembro, de que a situação do comércio exterior na região deveria melhorar, em pouco tempo, dependendo apenas da liberação de dinheiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Argentina, não vale mais. Mudou muito o panorama. Hoje, acho que tem que haver uma certeza do que vai acontecer com os Estados Unidos, afirmou, prevendo que a situação pode levar o país portenho a não receber mais empréstimos para socorrer sua crise e manter o sistema de courency board (sistema de caixa de conversão), no qual a moeda local é equiparada ao dólar norte-americano.