09 de julho de 2026
Geral

Autores de seqüestro em Pardinho podem ser da região, diz delegado

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Botucatu - O delegado Celso Olindo, que preside as investigações sobre o seqüestro de Terezinha de Oliveira Martini, 65 anos, mulher do empresário José Martini, 68 anos, dono do Posto e Restaurante Rodoserv, disse ontem que há suspeitas de envolvimento de pessoas de Botucatu ou da região, no seqüestro.

Embora não tenha chegado ainda a nenhuma pista concreta, o delegado considera bastante provável essa hipótese. Olindo lembra que dois dos quatro seqüestradores que participaram da ação estavam encapuzados. Segundo a linha de raciocínio do delegado, a disposição de não mostrar o rosto pode indicar que os dois estavam apenas evitando um reconhecimento futuro.

Terezinha, que foi libertada na última segunda-feira, reside em Pardinho, mas está sempre em Botucatu, onde mora seu filho.

Pelo menos quatro pessoas participaram do seqüestro. Duas delas, entretanto, não tiveram a mínima preocupação de serem reconhecidas pela vítima e não usaram capuz.

O delegado não adiantou as informações que supostamente teria conseguido até ontem. De acordo com ele, isso poderia prejudicar as investigações, que seguem com o auxílio da Polícia Civil de Pardinho e da Delegacia Anti-Seqüestro (Deas) de São Paulo. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, também está envolvida na investigação do caso.

Terezinha foi libertada em São Paulo depois que a família pagou R$ 30 mil pelo resgate. Ela ficou uma semana em posse dos seqüestradores.

O marido, José Martini, morreu depois de sofrer um infarto dentro do banheiro de sua residência, onde foi trancado pelos seqüestradores junto com outros dois seguranças da família.