Em visita ao Brasil e após participar da 3.ª Reunião das Presidências das Conferências Episcopais Lusófonas, o bispo da Diocese de Chimoio (em Moçambique, África), dom Francisco João Silota, esteve recentemente em Bauru, quando visitou a Universidade do Sagrado Coração (USC). A visita a Bauru se deu também em função de uma consulta que fez ao oftalmologista.
O bispo de Chimoio explicou que o principal motivo da reunião que o trouxe ao Brasil foi o de estreitar os laços entre os bispos dos países lusófonos, de modo que cultivem uma solidariedade afetiva e efetiva entre si e, assim, descubram em que podem ajudar-se mutuamente no trabalho pastoral que desenvolvem.
Dom Francisco também falou sobre o trabalho que o Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ), congregação mantenedora da USC, realiza em Dombe, vilarejo localizado em sua Diocese. Segundo sua avaliação, as religiosas do IASCJ realizam um trabalho positivo de evangelização integral, não obstante as muitas dificuldades que a região passa em razão das conseqüências da guerra civil que assolou o país durante muitos anos.
O bispo moçambicano explicou que a região de Chimoio vive uma situação particularmente difícil, seja por conta de seu isolamento geográfico em relação às regiões mais urbanizadas do País, seja porque foi a zona mais afetada pela guerra (mesmo após seu término oficial, em 1992, os conflitos isolados permaneceram até 1995), o que gerou uma crise no povo em todos os sentidos: material, moral e espiritual.
Sobre a ação da Apóstolas em Chimoio, dom Francisco salienta o intenso trabalho de reabilitação do que corresponde ao ensino fundamental no Brasil e dos serviços de saúde, bem como iniciativas no sentido da promoção humana da mulher.