09 de julho de 2026
Geral

Mercado alimentício cobra práticas seguras na produção

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O mercado alimentício tem cobrado cada vez mais que as empresas que operam nesta área sigam aos cuidados exigidos por lei para garantir segurança alimentar ao consumidor. Apesar disso, muitos casos de doenças e até mesmo morte em virtude de contaminação alimentar ainda são registrados. A informação é do professor José Carlos Giordano, especialista na área de Segurança Alimentar. Ele irá ministrar, em Bauru, um seminário nos dias 26 de outubro e 9 de novembro. O público-alvo são responsáveis pelas indústrias de alimentos e setores afins, como grandes supermercados, por exemplo.

As boas práticas de fabricação e segurança alimentar, de acordo com Giordano, envolvem todas as etapas do processo de fabricação - desde a matéria-prima à mesa do consumidor, como o processo de embalagem e o transporte. Hoje o mercado na área de indústria de alimentos exige de uma forma muito intensa um cuidado, acompanhamento de forma que o consumidor final possa ter o máximo possível de segurança naquilo que ele compra, afirmou o especialista.

Tais cuidados no processo de fabricação do alimento são exigidos legalmente pelos Ministérios da Saúde e da Agricultura. As leis versam sobre a fabricação, transporte e armazenamento dos produtos alimentícios. As exigências colocam uma série de cuidados de higiene pessoal, de cuidados nas instalações na engenharia, tratam de cuidados com relação ao controle de pragas, à cadeia de frio armazenagem desses produtos, expôs Giordano.

O profissional alerta os consumidores quanto ao não-cumprimento da lei por algumas empresas, em que os cuidados não são atendidos ou em que alguns itens passam despercebidos, muitas vezes por dificuldade de acesso às informações.

Para que tenha os benefícios garantidos, o consumidor deve estar atento. O acesso às informações sobre os procedimentos adotados pela empresa, ainda que indireto, pode ser observado pelos dados contidos nas embalagens, pela limpeza e características sensoriais do alimento e pelas próprias condições da embalagem. Ele vai ter um prazo de validade maior; uma probabilidade menor de ter uma sujidade, um inseto ou falha de processamento como um todo, observou.

Atualmente, os principais problemas detectados quanto à falta de segurança de alimentos decorrem de irregularidades em embalagens, armazenamento dos produtos e deficiência no controle de pragas. As principais falhas e ocorrências de qualidade que podem gerar uma contaminação e danos ao consumidor são pertinentes à parte de embalagem, o cuidado inadequado com a embalagem, o armazenamento do produto alimentício (fora da temperatura ideal no supermercado), falhas advindas da manipulação inadequada no processo de fabricação, onde você pode ter pó e presença de insetos, esclarece Giordano.

Tais falhas representam grandes riscos à população, já que há casos registrados de morte de consumidores por contaminação alimentar. As irregularidades decorrentes de contaminação alimentar podem levar à morte do consumidor. São riscos sérios de danos à saúde. Muitas vezes isso pode ocasionar uma toxinfecção ou um surto, doenças ligadas à bactéria como a salmonelose e a listeriose, disse.

Em decorrência de irregularidades, a empresa pode chegar a ser interditada. Cabe à empresa estar rastreando essas falhas, realizar ações preventivas, capacitar seus funcionários e, principalmente, garantir que isso não ocorra novamente, enfatizou o especialista. Existe uma competição grande no mercado e a empresa que não estiver alinhada, consciente e investindo nesses cuidados está fadada a perder mercado, acrescentou.

O professor também destacou a importância de seminários esclarecedores, como o que será ministrado em Bauru, em parceria com a Vision Consultoria Organizacional, nos dias 26 de outubro e 9 de novembro. O objetivo é que nós possamos estar aqui na cidade e na região trazendo todos esses conceitos das chamadas boas práticas de fabricação, afirmou.