11 de julho de 2026
Geral

A droga, distribuída em 25 pacotes, estava numa sacola guardada no bagageiro de um ônibus que fazia a linha Ponta Porã (MS)/Rio de Janeiro (RJ) e que pertencia a Otílio Lúcio Barbosa.

Ieda Rodrigues
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A droga, que havia saído de Ponta Porã com destino ao Rio de Janeiro, foi apreendida pela Polícia Rodoviária em Bauru.

A Polícia Rodoviária de Bauru apreendeu, no início da noite de ontem, cerca de 25 quilos de cocaína. A droga, distribuída em 25 pacotes, foi encontrada dentro de uma sacola que estava no bagageiro de um ônibus interestadual que fazia a linha Ponta Porã (MS)/Rio de Janeiro (RJ).

A apreensão, feita na Base da Polícia Rodoviária de Bauru, ocorreu após um policial rodoviário que viajava no ônibus percebeu que um dos passageiros estava muito nervoso. A mala onde estava a droga pertencia ao motorista desempregado Otílio Lúcio Barbosa, 40 anos, morador em Ponta Porã, preso pelos policiais rodoviários na Base de Bauru e encaminhado à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).

A droga, embarcada em Ponta Porã, seguiria para o Rio de Janeiro. Após os policiais descobrirem a cocaína em sua sacola, Barbosa assumiu que havia sido contratado para levar a droga para o Rio de Janeiro e que iria receber R$ 500,00 pela tarefa. Ele disse à reportagem que aceitou a tarefa porque está desempregado e tem duas filhas. O sargento Edmilson Silva Caires, que mora em Lins e trabalha na Polícia Rodoviária de Bauru, contou que, à paisana, embarcou no ônibus em sua cidade com destino a Bauru ontem à tarde. Logo no início da viagem ele percebeu que Barbosa estava nervoso e que, nas paradas, perguntava ao motorista do ônibus se iria demorar para partir.

Desconfiando do passageiro, Caires perguntou ao motorista do ônibus se Barbosa tinha bagagem. O motorista respondeu que sim, inclusive que era uma bolsa pesada. Então, o sargento entrou em contato com o 2.º Batalhão da Polícia Rodoviária e solicitou que o ônibus fosse abordado ao passar pela Base de Bauru.

Quando o ônibus estacionou na Base da Polícia Rodoviária, o sargento Caires identificou-se como policial e questionou Barbosa, se tinha ou não mala no bagageiro. A princípio, ele negou, mas acabou admitindo que transportava uma mala depois que os soldados Carreira e Monge checaram a numeração da etiqueta de identificação de bagagem, que também é colada na passagem.

Os 25 pacotes de cocaína, estimados em R$ 500 mil, estavam dentro de uma mala, protegidos por espuma. Barbosa disse à polícia que uma pessoa o procurou em Ponta Porã e propôs que ele transportasse a droga até o Rio de Janeiro, onde um rapaz estaria aguardando-o na rodoviária. Barbosa disse que era a primeira vez que transportava droga.