Ouro Preto fica a 96 km de Belo Horizonte - 31 km pela BR-040, em pista dupla, mais 65 pela BR 356 em pista simples, com trechos de tráfego intenso na maior parte do ano. É uma cidade onde o homem pode sentir a presença de Deus, através das obras de Aleijadinho e Ataíde.
Capital de Minas Gerais até 1897, a ex-Vila Rica foi elevada em 1933 a Patrimônio da Memória Nacional; em 1938 tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e em 1981 declarada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.
É a cidade mineira mais visitada pelos turistas brasileiros e estrangeiros e disputada por estudantes que se revezam nas centenas de repúblicas fincadas por suas ladeiras, emprestando uma alegria ímpar à antiga vila.
Aliás, a romântica Vila Rica do século XVII, tornou-se hoje um reduto de universitários e de artistas que se encantam com a arte barroca exposta em todos os cantos e pela arquitetura neoclássica que personaliza a cidade.
Levantamento realizado pela Fundação de Aerte de Ouro Preto já catalogou 70 artistas em atividade, número considerável para uma cidade de 61.090 habitantes. Lá, os ateliês se espalham pelas íngremes e estreitas ladeiras, onde igrejas e casarios antigos exibem esculturas, pinturas a óleo e aquarelas. Nas ruas, feiras de artesanato ou em pequenas lojas, prevalecem as obras em pedra-sabão de artesãos simples, que ganham a vida criando e comercializando peças para os turistas.
O que mais impressiona nessa atmosfera é o convívio com uma vida estudantil movimentada da UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto - que dá um outro título à cidade, o de capital das repúblicas. A febre artística é estimulada pela FAOP, que promove cursos livres de artes plásticas, pintura, desenho, escultura e história da arte, entre outros, para crianças e adultos.
Fica num vale - dourado, segundo relato do bandeirante Antonio Dias de Oliveira, que a fundou em 1698 - tendo ao fundo, emoldurando-a, o Pico Itacolomi. Vale a pena conhecê-la e descobrir seus vitrais, as fachadas em estilo barroco, as ruas sinuosas, as calçadas de pedra, igrejas e monumentos que resplandecem arte e arquitetura. A antiga Vila Rica conta com mais de 60 pontos turísticos, entre eles pontes, chafarizes, igrejas e museus.
A suntuosidade do passado é facilmente explicada pela história: Ouro Preto, no século XVII, chegou a ter mais de 120 mil habitantes atraídos por suas riquezas, muito além da população de Nova Iorque no mesmo período.
Terra do mártir
Joaquim José da Silva Xavier, alferes da cavalaria, foi esquartejado depois de se rebelar, juntamente com padres, militares e artistas, contra a Derrama, ordenada pela Colônia Portuguesa que exigia altas taxas e impostos sobre o ouro extraído em Minas. O herói da Inconfidência Mineira, que pagou com a vida pela nossa liberdade, nasceu em um lugarejo que ainda hoje tem um charme especial .
Ela é pequena, mas conta com casas muito bonitas, assim descreveu o viajante Saint-Hillaire que a visitou por volta de 1700. Naquele tempo, Tiradentes era apenas o Arraial Velho da Ponta do Morro que mais tarde foi elevada a Vila de São José Del Rei. Virou cidade em 1889 e hoje atrai muitos turistas que querem voltar ao tempo da Guerra dos Emboadas, das reuniões dos Inconfidentes, do Ciclo do Ouro e relembrar a bravura de um homem que para poupar os amigos tomou para si a liderança da insurreição, recebendo o castigo máximo, mas foi, sem dúvida alguma o principal articulador da Independência Brasileira.
A Matriz de Santo Antonio de Pádua, considerada a mais bela de Minas Gerais, com o seu relógio de sol de 1875 alojado no topo de uma escadaria de pedra; a Igreja do Rosário dos Pretos Desta Vila; a Igreja de N. S. das Mercês, a Igreja de São João Evangelista e muitas capelas, museus, casas devem fazer parte do seu roteiro.
Acervo de Aleijadinho
Em Congonhas está exposto o maior acervo do escultor Aleijadinho. Entre as obras, os doze profetas em pedra sabão. Esse admirável conjunto de estátuas representa os doze profetas bíblicos, no alto de uma colina, com visão da cidade e das montanhas. Aleijadinho chegou às obras da basílica em 1796, para esculpir essa que seria a sua obra-prima e a terminou apenas em 1805, nove anos antes da morte, quando já havia perdido as mãos devido à lepra e trabalhava com as ferramentas amarradas. Pesquisados de sua obra acreditam que Aleijadinho, deprimido com a doença e a morte dos inconfidentes, representou as estátuas com toda essa dor transferindo-a para os semblantes dos profetas.
Congonhas que recebeu esse nome de uma vegetação abundante na região, foi no passado muito importante. Hoje, atrai milhares de peregrinos à sua basílica, onde o conjunto dos Profetas e os Passos da Paixão, mostram a grandeza da obra de Aleijadinho, fazendo com que homens e Deus se tornem mais próximos.
Serviço
Em Bauru, a Adventure Travel tem pacotes especiais para as cidades históricas mineiras. A agência fica na Avenida Duque de Caxias 4-54, telefone 234-6220. Em Belo Horizonte o Ouro Minas é a melhor opção de hospedagem por oferecer programas especiais às cidades integrantes do Ciclo do Ouro.
A TAM está com tarifas especiais para Belo Horizonte, a partir de R$ 119,00 (vôos saindo de São Paulo-Congonhas para Pampulha). O telefone é o 0800-123100 e em Bauru o 224-2655 ou 223-5200.
Projeto Horizontes
O Hotel Ouro Minas e a Sangetur (São Geraldo Turismo) continuam oferecendo programas turísticos de uma semana em Minas Gerais dentro do Projeto Horizontes, todos a partir de Belo Horizonte. No roteiro Dos Campos às Nascentes, o turista poderá vivenciar a beleza do turismo rural, fazer cavalgadas, rapel, descida com corda em cachoeira, amanhecer em fazendas, comer comida da roça, provar da cana do alambique, experimentar o queijo da Serra da Canastra, provar os doces deliciosos de Araxá e banhar-se em suas termas.
E resgatar Minas dos tempos do ouro, diamantes, pomar e pasto, fazenda, gado, viola, riachos e poemas. São paisagens a desvendar os segredos que fazem das Geraes uma lição viva de história, que se iniciam a partir da capital mineira, atração à parte.
No primeiro dia, saindo de BH, a proposta é visitar a granja Glória, onde será servido almoço caseiro, e depois ir até a Fazenda Boa Esperança, um dos mais charmosos recantos de Minas, onde a recepção se dará com Café com Prosa. No segundo, terceiro e quarto dia, o cenário é São Roque de Minas, com passagem pela Serra da Canastra, visita às cachoeiras do Capão do Forro, trekking pela trilha de Picareta e Cachoeira do Cerradão, com piscinas naturais.
A aventura inclui ainda visita à maior queda do Rio São Francisco - a Cachoeira Casca DAnta, e piquenique na Serra da Canastra. O quinto e o sexto dia são reservados à Araxá, depois de uma visita à nascente do Rio São Francisco, de onde se poderá contemplar de cima a queda da Casta DAnta e outras cachoeiras para banhos, além da rica fauna do Parque da Serra da Canastra. O roteiro inclui também visita ao Complexo Barreiro com a apresentação da história dos índios Araxás na Rotunda das Termas, e chá na casa de Dona Beja, que dão o toque histórico e romântico ao programa.
No sétimo dia, é retorno a Belo Horizonte, com passagem por Horizonte Perdido, local propício para vôos de asa delta e afins, com almoço no restaurante panorâmico D. Mercedes.
Para quem deseja conhecer BH antes ou depois do roteiro da Sangetur o Ouro Minas tem preços e pacotes especiais de hospedagem, sob consulta. O hotel tem localização estratégica, próximo ao Minas Shopping e ao centro da cidade, a sete quilômetros da Pamapulha. reservas: (31) 3429-4000.