A mídia omite ou aumenta os fatos e as suas proporções? Não, não foge, pondo nas ruas, nos ouvidos do público, o que realmente acontece por aí, principalmente quando as ocorrências envolvem circunstâncias preocupantes. Por que omiti-las, deixar que as coisas se deturpem, percam-se nas variações dos pensamentos humanos, quando podem até se transformar em elementos da história das comunidades? Nunca, jamais, em tempo algum, como diz o vulgo. Tomando algum exemplo, achamos que não se pode deixar de registrar enfaticamente o fato de que o prefeito de uma das principais cidades paranaenses está cedendo seu gabinete de trabalho para a realização de cerimônias de casamentos e o seu confortável automóvel importado para o transporte social dos noivos até à igreja mais próxima, suas residências ou o local onde deverá ocorrer a recepção dos convidados. E tem mais aquela, que se verifica aqui mesmo, em localidade paulista, onde o prefeito começou a enviar flores às parturientes que dêem à luz na sua cidade. Não remete buquês às parturientes da zona rural, também, porque o combustível gasto pelas viaturas da Municipalidade encareceria demais a lembrança...
São coisas assim que, parece, já aconteceram tempos atrás e estão voltando ao cenário, por quê? Nas localidades comenta-se que seria por força da aproximação das eleições presidenciais, governamentais e municipais, do que se pode deduzir que os pleitos deverão ser antecedidos, por rasgos de imaginação dos mais variados tipos, porque na luta pela conquista dos mandatos os candidatos e seus cabos eleitorais não darão moleza às suas conjecturas, craniando jogadas que desarmem as prevenções contra os homens e suas siglas partidárias. Vão, por isso, inventar mais que jornalista obrigado a produzir diariamente, como nos dizem nossos amigos e amigas, perguntando: Nadyr, de onde lhe vêem esses assuntos e pensamentos que você passa pra gente em suas matérias? Acreditamos que eles estejam aninhados em nossa cabeça, mas não sabemos quem os coloca ali. Seguramente, só pode ser inspiração de nosso amigo, Deus, que, naturalmente, mesmo não sendo político nem tendo filiação em qualquer partido, é quem inspira também, com a mais santa das intenções, sem dúvida, os muitos candidatos e respectivos comunicadores, a maioria dos quais se não contar com um empurrãozinho do Mestre não conseguirá galgar os degraus do altar por poucos que sejam. É a nossa opinião.
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.