Notícia publicada pelo Jornal da Cidade, edição de 6/9/2001, página 7: Juíza pára os serviços bancários em lotéricas. A juíza da 6ª Vara Federal de Porto Alegre (RS), Ana Inês Latorre, concedeu liminar ao Ministério Público Federal e determinou que a Caixa Econômica Federal suspenda, imediatamente, em todo o País, a prestação de serviços bancários pelas agências lotéricas. A Justiça informou que a decisão afeta os serviços relacionados aos depósitos em conta corrente ou poupança, aplicações financeiras a qualquer título de conta corrente, poupança ou benefícios previdenciários, entrega de talões de cheque e de propostas de abertura de conta corrente ou poupança... O Ministério Público informou que a ação está baseada nos argumentos de falta de segurança aos consumidores, ausência de condições físicas para o adequado atendimento ao público, precariedade das condições de trabalho dos empregados das lotéricas e exclusão contratual da responsabilidade da Caixa Econômica Federal pelos serviços prestados...
Notícia publicada pelo Jornal da Cidade, mesma edição, mesma data, página 8: Caixa abre PDV para 48 mil funcionários e recebe críticas. A Caixa Econômica Federal lançou um Plano de Demissão Voluntária (PDV) direcionado a 48 mil empregados que ocupam cargos de carreiras administrativa, profissional e de serviços gerais. O prazo para que o candidato se manifeste termina no dia 31 de outubro. Podem participar do programa funcionários em cargos comissionados - gerentes, analistas e assessores. O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região é contra o PDV, por significar redução dos postos de trabalho. Além disso, a entidade avalia que é mais um passo para a privatização do banco...
Percebam os leitores que as duas notas foram publicadas na mesma edição, páginas 7 e 8 (uma no verso da outra).
Recentemente, entrei numa agência lotérica, para jogar na Megasena, após enfrentar demorada e desgastante fila, onde se paga de tudo que se possa imaginar, aqueles recolhimentos que geram pequena margem de comissão para o nosso sistema bancário, portanto não lhe interessam, mesmo como prestação de serviços à mesma sociedade que aplica seu suado dinheirinho a taxa de 0,80% e quando precisa usar um cheque especial, por exemplo, é obrigada a pagar 10% de juros. Pois bem, efetuei o pagamento com uma cédula de R$ 10,00 retirada no caixa eletrônico do Banespa, a caixa da lotérica me indagou onde eu a havia retirado. Após a explicação, a referida cédula passou pelas mãos de todos os funcionários, inclusive do proprietário. Como ninguém estava apto a identificar se a referida cédula era original ou falsa, a funcionária foi orientada no sentido de que meu nome, endereço, telefone, CPF e RG fossem anotados no verso da cédula.
Quero deixar bem claro que aqui não vai nenhuma crítica aos funcionários das lotéricas, treinados e preparados para receber jogos lotéricos e com salários compatíveis a essa função, que por sinal exercem com muita eficiência e presteza. Nenhuma crítica à Caixa Econômica Federal, que recebe ordens do Banco Central, que recebe ordens da Equipe Econômica e do Governo Federal, que por sua vez recebe ordens do FMI, que de forma muito clara já determinou a entrega do nosso sistema bancário aos especuladores e agiotas internacionais. (Odair Machado - RG: 4.969.663-4)