09 de julho de 2026
Geral

Itapuiense apóia, mas não demonstra muita confiança

Redação
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Itapuí - Se antes da inauguração da usina hidrelétrica de Bariri, os esforços para convencer o governador a construir uma nova ponte partiam mais da comunidade e dos políticos de Itapuí, agora os papéis se inverteram. O maior entusiasta, apesar de ter nascido em Itapuí, não apenas reside e trabalha em Boracéia como é o atual presidente da Câmara Municipal. Edmundo de Barros Francischini conta com o apoio de seus conterrâneos, mas não com tanto afinco quanto esperava.

O prefeito Silvio de Almeida Prado Rocchi (PSDB), 71 anos, também concorda quanto a importância e a necessidade de uma ponte no lugar da balsa. No entanto, resume em duas frase o seu ânimo: Essa ponte já era para ter sido construída. Acho que agora ficou um pouco tarde (para reivindicações). Rocchi justifica seu ceticismo revelando que, na época em que a ponte estava prestes a ser engolida pelas águas do Tietê, em 1964, ele era vereador da cidade e fez parte do movimento que pressionava por uma nova ponte. Agora, embora continue apoiando, não demonstra tanta esperança.

O vereador Antônio Álvaro de Souza (PTB), o Toninho, 44 anos, também concorda com Francischini quanto à possibilidade de começar a construir a nova ponte a partir do ponto mais estreito do rio, que separa as duas cidades. Ele aproveita para questionar se com o que já foi gasto com a manutenção do serviço gratuito de balsa e mais o que se vai gastar nos próximos anos, não daria para construir a ponte? Se for considerar o custo disso, você vê o quanto vai dar, comentou.

De acordo com a AES, empresa que em 1999 ganhou a concessão na geração de energia da usina de Bariri, por 30 anos, a despesa com a balsa, prevista para o próximo ano, é de R$ 350 mil. Ao assumir a usina, a empresa se responsabilizou também pela manutenção do serviço gratuito de balsa, até o fim do contrato de concessão.