Sem saber de mais uma vítima fatal em acidente ocorrido na av. Waldemar G. Ferreira, o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, procurou o JC, por volta das 13 horas, para criticar o secretário municipal dos Negócios Jurídicos, Luiz Pegoraro. Brito referiu-se ao posicionamento do secretário que, segundo ele, trabalhou contra a proposta de uma legislação para a criação da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil. Brito também criticou que o secretário Pegoraro insistiu no decreto de calamidade pública quando o correto era o decreto de emergência, concentrando a questão em alguns pontos críticos.
Embora o comentário de Álvaro de Brito não tenha nenhuma referência com a consequência do último acidente fatal na av. Waldemar G. Ferreira, o coordenador da Defesa Civil reclamou que sem conhecer como nós trabalhamos, sem ter entrado uma vez sequer em alagamentos, no meio da chuva, sem ter trabalhado para socorrer pessoas, o secretário jurídico, sentado em sua escrivaninha, decidiu ser contra a proposta do projeto, que criaria uma estrutura cm fundamentação jurídica para a Defesa Civil, como já acontece em São Carlos, Rio Claro e Cubatão.
Na avaliação de Brito, a Defesa Civil do Estado enviaria recursos se a Prefeitura não tivesse insistido no decreto de calamidade, quando deveria ser de emergência. Sobre a atuação da área na prevenção das pessoas quando à chuva de 8 de fevereiro deste ano, Álvaro de Brito repetiu que nós fomos avisados pelo IPMet e, em seguida, avisamos a Emdurb, DAE, Corpo de Bombeiro, Obras e Sear. A Polícia Militar já estava nas ruas e acompanhamos o trabalho através do HT. Além disso, eu entrei ao vivo em duas rádios locais para alertar a população.
O coordenador completou que haviam mais de 300 pontos de alagamentos no dia da chuva. É impossível atender todos. A av. Alfredo Maia foi interditada, mas as águas levaram a sinalização. Com a notícia de pessoas desaparecidas a prioridade passou a ser o salvamento, como acontece com a Defesa Civil em todo o mundo. Nós agimos.