08 de julho de 2026
Geral

CIRCO DE HORRORES

Gislaine Cury Monari Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Quarta-feira, dia 19 de setembro, junto com uma amiga, tive a infelicidade de ir até o Cine Bauru assistir ao filme Inteligência Artificial, de Steven Spielberg. A cena que assisti ao entrar, foi no mínimo lastimável e apavorante. Não sei se conseguirei descrever realmente o que se passou.

Seres com a aparência humana (feminina e masculina) berravam, chutavam e andavam sobre aquelas confortáveis cadeiras vermelhas de uma forma tão agressiva e destruidora, que parecia uma arena, um circo de horrores. Não tinha sequer um segurança, apenas uma pobre moça (a gerente), tentando acalmar os instintos bestiais daqueles delinqüentes.

Era apavorante estar ali. Criaturas corriam, chutavam as cadeiras, jogavam pipocas e outras coisas mais que se vendem na entrada. Quando a luz se apagou e começaram os trailers, foi o nosso limite. (As poucas pessoas decentes que estavam lá podem confirmar o pânico que sentimos). Levantamos e fomos embora, jurando nunca mais voltar.

Como é que seres como aqueles, com espírito de destruição, entenderiam a mensagem de amor de Spielberg? É subestimar demais a inteligência e capacidade desse gênio do cinema, permitir que esse tipo de criatura tenha contato com suas produções. Um filme onde a essência é o amor de um garoto robô, realmente esses delinqüentes não entenderiam nunca... Cinema é para pessoas com cultura e educação. Como diz a Bíblia: Não desperdice pérolas aos porcos...

Senhores proprietários: será que realmente compensa esse lucro aparente da bilheteria, o preço tão popular? O prejuízo do interior das salas não é muito maior? E os seus funcionários, não teriam que ganhar um adicional de periculosidade? Não seria conveniente aumentar o preço do ingresso? Sim, porque quem está realmente interessado no filme, paga o preço que for. Tanto é que no dia seguinte fui assistir ao mesmo filme, só que no Bauru Shopping (que depois vim a saber que pertence aos mesmos proprietários).

Enquanto não fizer uma seleção de público, o circo de horrores continuará, pois pobreza não significa falta de berço, de educação e de respeito ao próximo. E se alguém que estiver lendo o meu desabafo se indignar, se horrorizar com as minhas palavras, antes disso eu o convido: vá até lá e sinta exatamente o que senti. Quanto mais eu observo o comportamento dos seres humanos, mais eu admiro os animais. (Gislaine Cury Monari Garcia - RG: 10.621.996)