Dois homens invadiram a casa de Alcides Lourenço Alves, que foi ferido quando, supostamente, reagiu a um assalto.
Dois homens, ainda não identificados, invadiram uma casa no Jardim Bela Vista, ontem pela manhã, e acabaram atirando no morador, o calheiro aposentado Alcides Lourenço Alves, 70 anos. Conhecido no bairro como Sabiá, possivelmente Alves foi baleado ao tentar reagir a um assalto. O disparo atingiu o tórax do aposentado, que está internado em estado grave no Hospital de Base.
A suposta tentativa de roubo aconteceu por volta das 8h45, quando o Alves estava no quintal de sua casa, na quadra 6 da rua Alto Acre, quase esquina com a rua 12 de Outubro. Um dos dois homens estranhos visto pelos vizinhos ficou na esquina, enquanto o outro invadiu a residência.
A mulher de Alves havia acabado de chegar da missa e os portões estavam trancados. Supõe-se que o desconhecido tenha escalado o muro para entrar no quintal. Entre a vítima e o desconhecido pode ter ocorrido uma discussão, que não foi confirmada porque não foi presenciada por ninguém e o idoso não teve condições de saúde para depor.
O que se sabe é que, de repente, ouviu-se um disparo de arma de fogo. Uma das testemunhas, que preferiu não ser identificada, diz que estava em sua casa quando ouviu o tiro. Do meu quintal ouvi um tiro vindo da direção da casa do Sabiá. Corri para ver o que estava acontecendo e ouvi mais tiros, disse.
Assustada, a testemunha abriu o portão de sua casa e viu um homem sem camisa correndo e tentando colocar um casaco preto enquanto a vítima estava toda manchada de sangue. Ao lado do corpo de Alves foi encontrado, segundo uma das testemunhas, um cordão de ouro que não se sabe se era da vítima ou se foi arrancado do pescoço do desconhecido.
A testemunha acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. O aposentado foi encaminhado ao Hospital de Base em estado grave, onde passou por cirurgia para extração da bala e permanecia internado até ontem à noite.
Outra testemunha, que também não quis ser identificada, contou que viu dois homens, durante um tempo, parados na esquina. Não percebi que eram bandidos, disse. Uma terceira testemunha disse que logo depois dos disparos percebeu que eram dois homens. Eles não correram; saíram andando como se nada tivesse acontecido, disse.
A família da vítima está traumatizada com o ocorrido. Ele não tem inimigos. É uma pessoa querida por todos no bairro. Embora esteja aposentado, ainda trabalha, disse um dos vizinhos. O número exato de disparos feitos no local do crime só será definido pela Polícia Técnica.
As testemunhas calcularam que o desconhecido disparou pelo menos três tiros. Um atingiu a vítima no tórax. Outro deixou marca na parede lateral do portão e um terceiro perfurou uma vidraça de uma edícula e foi parar na parede. Os vizinhos do aposentado não se conformam com os fatos.
Chorando, eles lamentaram o fato e pediram para que a polícia se empenhe em encontrar os autores do crime. Ele precisam ser punidos. O Sabiá é uma pessoa muito querida e não merecia isto, desabafou um dos vizinhos, que não quis se identificar.