10 de julho de 2026
Geral

"JOGA PEDRA (B) NA GENI"

Oliveiros Alberto de Castro
| Tempo de leitura: 3 min

Usando o título da música de Chico Buarque, que não é bem este o nome, nosso prefeito se transformou na Geni bauruense. Ninguém reconhece que ele herdou dívidas de duas administrações desastrosas. A primeira, com seu sonho faraônico (viadutos), que enterrou as finanças municipais por 30 anos. A segunda, que raspou o que sobrou dos cofres municipais e deu no que deu. Sem comentários. As duas foram piores que coruquerê, gafanhoto, formiga saúva, lagarta rosada, geada e seca, todos juntos.

Administrar uma massa falida não é fácil. Pelo que fez, cumprindo o resto do mandato anterior, num curto período, o eleitor bauruense o reconduziu à Prefeitura por mais quatro anos, dando a ele a legitimidade do cargo. Com sua firmeza, paciência e honestidade, que ninguém põe em dúvida, cercado por uma equipe competente e honesta, ele vem, como o Tio Patinhas, contando centavos por centavos, e aplicando-os em obras prioritárias de interesse coletivo. Restabeleceu o crédito moral e financeiro de Bauru, e tirou o nosso município das páginas policiais. Não aumentou impostos e não demitiu ninguém. Quantas obras ele não as concluiu, e que estavam paradas há mais de oito anos? Escolas, creches, Teatro Municipal, etc... Começou outras, que estão concluídas ou em andamento, como a ponte do Mary Dota, a segunda pista da avenida Dr. Nuno de Assis, a interligação da avenida Jânio Quadros com a avenida Nações Unidas, etc...

Tudo isso está sendo feito com critérios rigorosos, com os passos firmes da tartaruga, já que o dinheiro está curto. Nós desafiamos os bauruenses a nos indicar, onde tem um tijolo colocado pelos governos estadual e federal em nosso Município? Só nos mandou encargos. Tiro de Guerra, Corpo de Bombeiros, etc., e no ano que vem, a manutenção das creches. Só existe aqui a construção do novo Aeroporto, trabalho desse incansável ex-deputado Roberto Purini, senão já tinham parado as obras. Agora, começam aparecer as obras políticas, pois vamos ter eleições no ano que vem, e eles vão precisar de votos. Com dois deputados estaduais eleitos por Bauru, que apóiam o Governo de São Paulo, por que, até agora, o Município não recebeu a verba de calamidade pública, devido ao dilúvio que caiu em 8/2/2001, com mortes de bauruenses a lamentar? O prefeito e sua equipe fizeram a sua parte, apresentando o relatório dos estragos, entregando-o ao sr. governador, tudo certo dentro da lei, mas o dinheiro que é bom, nada. Por quê?

Apostamos que o nosso município é que vai pagar a conta. O que tem acontecido, e é muito triste, é que as cobranças, da Câmara Municipal, constituída de vereadores fisiológicos, radicais e idealistas (graças a Deus), das igrejas, da Polícia, da Justiça, do Tribunal de Contas, das associações de classe, que fugindo de suas funções, estão cobrando apenas o prefeito. Por que não cobrar também do sr. governador e do sr. presidente? Com tudo isso, e com um orçamento apertado, e com a rigorosa Lei de Responsabilidade Fiscal, que deveria ter vindo há uns 40 anos, não teria havido aqui em Bauru tanta orgia com o dinheiro dos bauruenses. Para jogar pedras no prefeito, só falta o Papa e o secretário-geral da ONU. Para segurar este rojão, o prefeito terá que ter a proteção divina. Isso ele tem, graças a Deus. Bauruenses, vamos juntar todas estas pedras, que estão atirando no nosso prefeito, e ajudá-lo a reconstruir Bauru, que tanto queremos bem. É o nosso ponto de vista e da maioria silenciosa que acredita no nosso prefeito. (Oliveiros Alberto de Castro - RG: 2.083.605/SP)