09 de julho de 2026
Geral

Dupla seqüestra ônibus de sacoleiros em Ribeirão Preto

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Dois ladrões armados seqüestraram um ônibus ontem à noite em Olímpia (interior de São Paulo), fizeram 24 reféns, rodaram por cinco cidades diferentes perseguidos pela polícia e foram presos em Morro Agudo (SP).

Os seqüestradores percorreram, durante três horas e 50 minutos, cerca de 160 km entre os cinco municípios da região de Ribeirão Preto e mobilizaram 20 carros das polícias Civil e Militar, além de 80 homens.

No final da perseguição, o ônibus, chegou a atingir 130 km/h na rodovia Anhanguera, em São Joaquim da Barra. Nesse momento, a polícia atirou contra o veículo. Ninguém se feriu. Ao chegar em Morro Agudo, ainda a 100 km/h, o veículo só parou porque entrou num beco sem saída.

O ônibus, que levava sacoleiros para Ciudad del Este, no Paraguai, tinha saído de Morro Agudo para pegar passageiros em Viradouro, Bebedouro, Monte Azul Paulista e Cajobi. Em Olímpia, o veículo parou no ponto de ônibus da rodovia Assis Chateaubriand para pegar os últimos três passageiros.

Às 20h, os lavradores José Antônio dos Reis, 34 anos, e Antônio Donizete Rodrigues, 30 anos, armados com uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 22, entraram no ônibus e anunciaram o seqüestro. Estavam no veículo 22 pessoas e os dois motoristas.

Um dos passageiros, cujo nome não foi divulgado, havia descido do veículo para urinar, percebeu o assalto e chamou a polícia.

João Carlos Dezem, 43 anos, um dos motoristas, foi obrigado a pegar a estrada em direção a Barretos. Enquanto isso, os seqüestradores ordenaram que Erivelto Cabral, 39 anos, o outro motorista, recolhesse dinheiro dos passageiros. Os bandidos teriam achado que era pouco dinheiro, espancaram o motorista e ameaçaram os passageiros de morte. Depois, conseguiram, no total, R$ 20 mil, além de US$ 400.

Nesse momento, a polícia já perseguia o ônibus em quatro carros. Por volta das 20h30, a polícia conseguiu convencer os seqüestradores a parar o veículo. A dona-de-casa Ione Alvarenga, mulher de Dezem, foi intermediária nas negociações. Ela desceu do ônibus pelo menos duas vezes para trocar mensagens.

Após 40 minutos, os seqüestradores concordaram em liberar as sete mulheres que estavam no ônibus, mas exigiram que a polícia deixasse eles fugirem sem perseguição. O motorista Dezem aproveitou a distração dos ladrões e conseguiu escapar.

Como a polícia não queria liberar a passagem, um dos ladrões colocou a arma na cabeça de um refém e ameaçou matá-lo.

Depois, a polícia permitiu que o ônibus seguisse para Barretos, dessa vez com Cabral ao volante. Seguiram em alta velocidade, passando por Barretos, Ipuã e São Joaquim da Barra. A polícia continuou a perseguir os seqüestradores. Tentando parar o veículo, os policiais atiraram no motor, mas não tiveram êxito.

Segundo os passageiros, o ônibus chegou a Morro Agudo perseguido por pelo menos 20 carros. Quando o veículo entrou num beco sem saída, passageiros fugiram pelas janelas. Os dois seqüestradores foram presos.