As grandes potências mundiais ainda apavoradas com os graves acontecimentos ocorridos em solo americano, discutem ações para evitar a ocorrência de novos atos de barbárie em seus países. A Europa e o Japão são também alvos dos grandes grupos terroristas ao lado de Israel. A Espanha, por motivos separatistas sofre com o grupo ultra radical ETA, do país Basco. A Irlanda padece com a guerra entre católicos e protestantes por questões políticas insufladas pelo grupo terrorista IRA. Israel paga o preço de seu expansionismo e de seu desenvolvimento em solo sagrado, que é reivindicado também por palestinos. Que por sua vez estão misturados com diversos grupos que apóiam o terror e a violência. No distante Oceano Pacífico, o Japão padece com os ataques de grupos radicais do chamado Exército Vermelho, além de ataques de fanáticos em locais de grande aglomeração, como recentemente no metrô de Tóquio. O mundo dos países mais ricos do Planeta enfrentam quase sem exceção grandes turbulências. O investimento em segurança consome cifras astronômicas e movimenta milhões de dólares na indústria bélica mundial. Seria esse o melhor caminho para a humanidade neste começo de século? Seria essa a vontade do homem para com o futuro de nosso Planeta? Já não seria suficiente a falta de água potável, de alimentos e de remédios para combater epidemias? Será que a miséria que atinge boa parte da África, América Central e do Sul e Ásia não comove governantes que não enxergam que a ganância de suas potências estão levando o mundo ao extremo do ódio e da intransigência política e religiosa?
As terríveis imagens do atentado em Nova York e Washington deveriam servir para uma profunda reflexão dos grandes líderes mundiais. É preciso investir nos países subdesenvolvidos do terceiro mundo. Livrando sua gente da miséria e do ranço atrasado da formação de exércitos ao invés da construção de escolas. Os países como o EUA exploraram durante séculos os povos do terceiro mundo e agora poderiam resgatar a igualdade e a dignidade dessa parcela sofrida e doente do Planeta. Não é possível conviver com o medo do terror, porém, não se pode admitir que os países mais ricos do Planeta virem as costas para aqueles, que sempre contribuíram para o seu sustento e desenvolvimento comercial, industrial e cultural.
É preciso eliminar o terrorismo da face da terra e junto com ele o protecionismo e a indiferença daqueles líderes cuja responsabilidade pode salvar o mundo. Esse mundo novo poderia então estar começando, ao invés de uma nova e devastadora guerra entre os países ricos e o terror. (Rafael Moia Filho - RG: 6.711.407)