A história de amor entre eu e Alexandre chegou ao fim. Foram anos e anos de prova de fogo: felicidade, respeito, sentimentos, desilusão, mágoas, ressentimentos, mas um grande amor. O nosso amor nos invadia com um efeito estonteante. O amor duradouro tomava conta da alma. Vivemos a infinitude de um momento que passou. O momento infinitamente ficará na memória.
Você, Alexandre, não me enlouquecia, mas me completava, meu único e verdadeiro amor. Pensar em você fazia meu coração falhar uma batida. O que poderia provocar essa reação senão amor? Juramos amor eterno, que nossas vidas seria uma só vida. Unificar dois em um só coração. O nosso amor sempre venceu obstáculos, numa relação que sobreviveu a todas as tempestades e tragédias. Chegamos a viver juntos. Mas acabou naufragando por medo de enfrentar tudo e todos. Fui forçada a deixá-lo temporariamente, você não entendeu minha decisão e não perdoou.
O amor da desilusão que se deixou cair em um abismo distante. Abismo eterno da dor do silêncio da escuridão. As lembranças me dominavam onde deixamos confissões sobre nossa cama branca e lençóis azuis.
Fomos derrotados pela vida, mesmo assim não podemos ser injustos, essa mesma vida que nos separou permitiu nos conhecermos um dia. Sem você eu passaria por essa vida sem nada para recordar. Meu coração jamais teria conhecido o verdadeiro amor. Eu nunca tinha me declarado antes a ninguém, porque eu nunca havia amado antes. Não esquecerei os dias chuvosos, ensolarados que juntos passamos, você era a escada da minha subida. Você era o amor da minha vida. Na prática, o nosso amor sempre dava certo. Lembrarei sempre com saudade da nossa música, Slave to Love, tema do filme Nove e Meia Semanas de Amor. Você dizia que a música tinha a nossa cara, parecia feita para nós.
Há coisas que não se explicam na vida. Um ano se passou e você sempre me ligando e querendo voltar. Resisti quanto pude, mas acabei cedendo, fui fraca, nunca deveria retomar uma relação que no passado havia amado muito, mas sofrido transtornos difíceis de ser suportado, mas no meu íntimo havia paz suficiente para anular a dor.
Se alguém me dissesse que eu iria enfrentar o que enfrentei quando nosso relacionamento acabou, eu teria respondido que não conseguiria sobreviver. Mas sobrevivi, ao longo do caminho, aprendi a força da verdade simples, que a vida não tem garantias, que cada momento é importante ser vivido, que o amor verdadeiro resiste a tudo.
Tentamos pela segunda vez, era tarde, mas não nos culpamos por não termos construído nada mais. Não se constrói nada sobre um castelo em ruínas. Entre nós já não era como no passado, amor recíproco, respeito, fidelidade, carinhos em volúpia, em desejos, paixão de momentos mágicos.
Todos me perguntam por que a separação novamente? Porque depois de anos de amor, aquele amor interminável, não conseguimos transformar um sonho impossível em realidade. Nós sabíamos que esse dia chegaria, sobre o fardo da traição, amargura de uma separação, tornou em angústia, sofrimento e ressentimentos. Pela segunda vez eu não deixaria tudo para viver com você. Eu não podia fazer o que você queria.
Tudo incerto e trágico no peito, abafado por um grito de dor. A nossa relação havia caído na rotina, monótona demais, eu já não agüentava mais dupla personalidade.
Quando eu voltava à noite, de sua casa, parava na pista para pensar, olhava as estrelas que sustentam o céu nesse imenso universo, uma visão no espaço surgia, essa é a coragem que preciso para terminar tudo. Eu queria sair fora de sua vida, mesmo sabendo que iria sofrer.
Para meu alívio você facilitou tudo, pessoas do seu meio me alertaram sobre o que estava acontecendo, eu sabia de tudo, pelo menos parte. Aí que eu queria sair mais rápido que você. Fui suportando porque sabia que o fim estava próximo, eu tinha medo de você nos últimos 30 dias. Pois nada me dava tanto nojo como o seu procedimento. Você não escorregou entre os meus dedos, escorregou sozinho. Não caí de cima do muro, deixei-me escorregar bem devagarinho, seria mais lógico. Não pense que eu poderia cair numa situação sem saída, refleti e em meu cérebro apareceu a solução, tudo foi uma estratégia. Te provoquei com cenas de ciúmes, você armou aquela briga que levou ao fim do nosso caso de amor. Eu disse a mim mesma, esse dia será esquecido. O que ouvi algo desagradável, o que presenciei você violento, resguardei-me, pensamentos de ódio, raiva, rancor, desejo de vingança, portador de um veneno poderoso dentro do íntimo.
Uma força poderosa dentro de mim me dominava me dizia não fraqueje. Confiei no meu potencial, vasculhei o maravilhoso mundo dentro de mim, interiorizei o meu pensamento para eu ir embora dali, para reencontrar a paz, harmonia, tranqüilidade, segurança que eu preciso, fui otimista, acreditei que estava no caminho da minha felicidade.
Hoje tenho disponibilidade para muitas atividades que eu não conseguia conciliar antes.
Vou à academia, viajo, vou às compras, vivo a vida que posso viver e posso ter. Nossos mundos são diferentes, querido.
Ressentimentos deixam marcas, hoje existe o amanhã, não sei. Somos pessoas civilizadas, poderíamos ter evitado tanta violência, tanta agressividade, mágoas, ressentimentos, tudo por falta de diálogo. Espero que um dia nós consigamos no perdoar por tanto ódio e ressentimentos.
Não fique fora do movimento da vida. Produza algo de bom. Realize com prazer as pequenas coisas. Não fique inerte, estagnado, incompleto. Aprenda mais, viva com intensidade. Surpreendentemente os contadores de mentiras revelam que enganar alguém nunca causa preocupação ou remorso. A vida é o agir para encontrar a felicidade.
Alma gêmea? Me fez acreditar em contos de fadas, meu querido? O que o amor pode construir? Até o futuro, se eu acreditar em alma gêmea!!