08 de julho de 2026
Geral

Árvore gera impasse em duplicação

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Continuidade da duplicação da avenida Getúlio Vargas reabre as discussões sobre o destino de uma copaíba centenária.

O Instituto Ambiental Vidágua apresentou ontem, ao Jornal da Cidade, um projeto que prevê a preservação de uma árvore caso sejam retomadas as obras de duplicação da avenida Getúlio Vargas, em Bauru, como anunciou a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Trata-se de uma copaíba que tem, segundo o Instituto, cerca de 100 anos e que está localizada exatamente na direção por onde passaria a segunda pista, caso ela seja construída em linha reta.

Pelo projeto original da Prefeitura, a pista passaria bem ao lado da raiz, por baixo da copa da árvore. Como ela tem uma copa muito baixa, seria necessário fazer uma poda muito drástica, que certamente seria prejudicial. Estamos falando de uma copaíba centenária, que foi tombada pelo patrimônio municipal em 1993, destacou o presidente do Vidágua, o arquiteto José Xaides de Sampaio Alves.

Ele desenvolveu um projeto que prevê uma curva na pista que iria no sentido bairro-centro, de modo que a segunda pista contorne a árvore. De acordo com o projeto, ficaria uma área de aproximadamente 1 mil metros quadrados separando as pistas, que poderia ser utilizada como praça. Você coloca equipamentos esportivos ali para aquelas pessoas que fazem caminhada; coloca bancos e faz um estacionamento para ter uma área de lazer; na parte alta, você cria uma observatório para a pista de vôo do aeroporto; e ainda pode solicitar um posto policial, argumentou.

O projeto também prevê que, em volta da árvore, as pistas da avenida sejam calçadas com paralelepípedos ou bloquetes, que são pisos permeáveis, ao contrário do asfalto, ou seja, permitem o melhor escoamento da água de chuva. Ao mesmo tempo, isso obrigaria os motoristas a reduzir a velocidade dos veículos naquele ponto, melhorando a segurança para pedestres.

Custo

De acordo com Xaides, o projeto não aumentaria o custo das obras, uma vez que os paralelepípedos e bloquetes poderiam ser usados de ruas onde estivessem sendo trocados por asfalto. A Prefeitura também poderia, segundo ele, buscar doações de material ou repassar os valores para os moradores e comerciantes das imediações. Já que a obra vai valorizar tanto os imóveis da região, nada mais justo que ela seja feita com a participação daqueles que terão vantagem com ela, explicou.

Abraço

O Instituto Vidágua planeja reunir, amanhã, um grupo de alunos da escola estadual Guedes de Azevedo para fazer um abraço simbólico em torno da copaíba. Durante a atividade, os alunos conhecerão o projeto de criação de uma área de lazer em torno da árvore, além de saber mais sobre a história da copaíba. O evento é uma forma de chamar a atenção da comunidade para a discussão de novas propostas que visem a preservação da árvore, que é patrimônio municipal. O abraço está marcado para as 9 horas.