08 de julho de 2026
Geral

E salve a Padroeira do Brasil!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

A mídia trouxe, anteontem, uma notícia profundamente preocupante. Completando seu tempestuoso noticiário sobre as operações de guerra no Afeganistão, acrescentou que os combates não continuarão se circunscrevendo apenas ao âmbito de norte-americanos e afegãos. Irão além, muito além dos respectivos territórios, porquanto os Estados Unidos já externaram à Organização das Nações Unidas seu propósito inarredável de investir também sobre outros países. Todos quantos estiverem bandeando para os cenários afeganistas não ficarão livres dos aviões de bombardeio, dos mísseis nucleares e dos submarinos bélicos do fabuloso arsenal estadunidense. Quer isso dizer que o conflito, agora elevado à categoria de guerra, não vai aplacar suas asas tão cedo quando se espera, contrariando as primeiras expectativas ou previsões internacionais. Deverá, ipso fato, prosseguir eliminando populações e arrasando cidades. E, o que é pior, consoante vaticínio do brasileiro Fernando Henrique Cardoso, nosso País não está isento de ser alcançado por estilhaços procedentes das longínquas distâncias geográficas. Com vistas a isso até já está se prevenindo estrategicamente, ainda que sem mobilizar suas potencialidades militares ou para-militares. Diz-se que um homem prevenido vale por dois e, então, nosso Governo tem de ficar com um pé na frente e outro atrás. Contudo, não vale apenas ficar observando o que acontece à distância, longe dos olhos e dos ouvidos da gente. É imprescindível recorrer também às forças que, embora ocultas, sejam miraculosas para os que dela careçam, ou seja, aqueles que da Terra não são visíveis nos altos do céu, mas existem enfeixadas nas mãos de Deus para serventia da humanidade.

Amanhã será o dia consagrado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, trazida das mansas águas do Rio Paraíba para a violência da cidade grande. Que todos os brasileiros a despertem para seus anseios de paz, dizendo, como no cântico de A Padroeira, que todo homem caminha tocado pela fé, que a santa abençoe nossas casas, as águas, as matas, o pão nosso, a luz de toda manhã, o amor sobre o ódio, a luz sobre a cabeça das pessoas e, notadamente, nos livre do mal e das dores, com que nos ameaça a ciclópica conflagração em que já estão envolvidas milhões de vidas. E ela não está tão longe que não nos ouça, pois tem surgido em cidade do Espírito Santo, na configuração serena de Nossa Senhora. Santinha, querida, nunca como agora, diante deste tremendo tropeção da história, a sua pacífica terra natal precisou tanto de você! É a nossa opinião.

(*) N. Serra, Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.