09 de julho de 2026
Geral

PT condena os ataques dos EUA ao Afeganistão

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Em nota oficial divulgada à imprensa, o diretório municipal do PT condenou a agressão dos Estados Unidos e de países aliados ao Afeganistão. Quem pode acreditar que as massas miseráveis do Afeganistão ameaçam a paz no mundo?, questiona a nota.

Na avaliação dos petistas, os atentados recentes registrados em Nova York estão sendo aproveitados pelo governo do presidente George W. Bush para envolver o mundo na guerra.

Guerra contra os povos dos países designados cúmplices dos terroristas, guerra social e econômica contra os trabalhadores do mundo e dos próprios EUA. Essa é a realidade do sistema de exploração hoje chamado Nova Ordem Mundial.

O manifesto segue alertando para a destinação de cerca de US$ 40 bilhões de créditos à guerra, soma composta, inclusive, pelas reservas da seguridade social. Cento e quinze mil demissões foram anunciadas nos 15 primeiros dias após os atentados. Ao que se somam medidas de militarização da economia e restrição das liberdades civis e sindicais.

Para os petistas, acentuam-se nos Estados Unidos as pressões para que as organizações dos trabalhadores renunciem à luta por seus direitos e reivindicações e participem da unidade nacional em nome de um pretenso interesse geral.

Em nosso continente intensificam-se as pressões para impor a Alca o quanto antes. Para isso, se lança mão de um mecanismo do Mercosul chamado 4 + 1, amarrando esses países à potência americana, relata o documento.

Os integrantes do diretório municipal do PT avaliam que estão sendo disseminados os mecanismos de controle militar direto pelo imperialismo, como na região da Tríplice Fronteira - Paraguai, Argentina e Brasil.

Como era previsível, o governo FHC se alinha com Bush. Declara apoiar o ataque ao Afeganistão. Invoca o reacionário tratado Tiar para um envolvimento militar direto. Apóia e participa do 4 + 1. E viola a soberania nacional instalando uma base do Serviço Secreto dos EUA.

A nota conclama os trabalhadores e o povo em geral - democratas e amantes da paz - para somarem forças no movimento internacional que já começou, inclusive nos EUA, contra a guerra.