Sincomércio acredita que cerca de 1,2 mil pessoas devem ser contratadas pelo setor para as vendas de final de ano
Jaú - O comércio varejista de Jaú começou o processo de seleção e contratação de funcionários temporários para suprir a demanda de fim de ano. O Sindicato do Comércio Varejista da cidade (Sincomércio) prevê a abertura de mil a 1,2 mil novas vagas, entre emprego formal e informal. Mais ou menos a mesma quantidade oferecida no ano passado. Desse total, cerca de 10% devem permanecer empregados. A estimativa é do presidente do Sincomércio, José Roberto Pena, 36 anos.
Ele informou que algumas empresas deixam para contratar apenas em dezembro. Outras contratam antes, para ter tempo de treinar os novos funcionários.
Em Jaú, existem hoje cerca de três mil estabelecimentos varejistas cadastrados. Desses, apenas 800 estariam dentro do grupo potencialmente abertos à contratação de temporários.
Apesar dos três mil estabelecimentos cadastrados, o Sincomércio, a Associação Comercial e Industrial de Jaú e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) têm hoje, juntas, apenas 700 filiados, em números aproximados.
Manutenção das vendas
Pena acredita que as vendas deste fim de ano devem ser mantidas no mesmo patamar das do ano passado. Mas, na opinião dele, nem todas os segmentos devem apresentar um bom desempenho nas vendas.
Este ano, Pena acredita que será mais favorável às lojas que trabalham com a venda de produtos semi-duráveis. Ele justifica sua posição lembrando dos juros altos praticados hoje pelo mercado. Da forma como está, os juros, segundo ele, devem afastar o consumidor dos financiamentos. E isso deve favorecer a venda de produtos mais baratos, como calçados e confecções, por exemplo.
As dificuldades econômicas enfrentadas atualmente pelo trabalhador brasileiro faz com que Pena tenha uma previsão conservadora quanto ao desempenho do comércio este ano. Diante de todo esse quadro (econômico) tenebroso que vivemos, se o comércio conseguir manter as vendas no mesmo nível do ano passado, será uma grande vitória, disse.
Mesmo esperando um desempenho pelo menos igual ao do ano passado, Pena não sabe dizer de quanto foi o faturamento do comércio de Jaú, em 2000. É difícil falar em valores, o sindicato não tem essa estatística.
Empregos e racionamento
Ao contrário da indústria, o comércio, segundo o presidente do sindicato, consegue se manter estável quanto ao número de empregados.
Entre emprego formal e informal, o ramo varejista jauense oferece hoje cerca de seis mil vagas, de acordo com estimativas do Sincomércio.
Motivadas pelo racionamento de energia elétrica, as lojas de Jaú estão planejando um fim de ano diferente. Ao invés, de luzes em abundância, os comerciários pretendem investir em apresentações musicais como forma de atrair a atenção dos consumidores. Seria uma forma de atender ao apelo do Governo Federal quanto à economia de energia, sem prejudicar os atrativos natalinos.
Shopping
A inauguração do primeiro shopping center de Jaú deve ser outro fator a pesar favoravelmente na geração de novos empregos no comércio local. Inicialmente marcada para o fim deste mês, a abertura do shopping foi transferida para o dia 13 de novembro, segundo informou o administrador José Milton Giannini, 53 anos.
Serão 107 lojas, das quais 82% já foram alugadas, que devem abrir vaga para mais 600 empregos, aproximadamente.