Os grupos Marca e Gadelho & Associados apresentaram, ontem, no Teatro, o projeto de remodelação da estação ferroviária.
O ambicioso projeto de remodelação da estação ferroviária de Bauru, que seria transformada em um centro de entretenimento, cultura e lazer, com investimentos superiores a US$ 4 milhões, foi apresentado oficialmente, ontem, pelos empresários Avelino Cortelini e Marco Gadelho, respectivamente dos grupos Marca e Gadelho & Associados. A apresentação do projeto, realizada ontem à tarde no Teatro Municipal, atraiu a atenção de dezenas de representantes da sociedade civil, além de vários vereadores, secretários e o prefeito Nilson Costa.
A reunião concretizou a informação divulgada na semana passada pelo vereador Renato Purini (PV), que iniciou os contatos e a discussão do projeto com o grupo de empresários com sede na Grande São Paulo. A apresentação do projeto parece ter causado admiração naqueles que foram ao Teatro Municipal, ontem. Se sair do papel, o projeto tornaria a velha, abandonada e histórica estação ferroviária em um dos maiores centros de entretenimento, cultura e lazer do Interior do Brasil, em um complexo que reuniria praça de alimentação, parque temático, exposições, museu ferroviário, salão de convenções, salas de cinema e teatro.
O projeto inclui a compra do prédio da estação do Sindicato dos Ferroviários, em uma negociação que já foi iniciada. A apresentação do complexo foi feita pelos empresários Avelino Cortelini, do Grupo Marca, e Marco Gadelho, do grupo Gadelho & Associados. Eles garantiram ao público que já têm experiência com concepção e realização em cerca de 17 projetos do gênero. O projeto prevê a manutenção de toda a fachada da estação ferroviária, conforme o tombamento da área já definida pela legislação.
Dois anos de execução
Os empresários estimaram que seja necessário mais um ano para a negociação jurídica em relação ao prédio, que envolve a aprovação dos projetos junto ao Condefat, no Estado, o Município, com passagem pela Câmara e outros caminhos da burocracia. Em seguida, o grupo estima que as obras tenham duração de 11 meses. Para tanto, os empresários querem saber da comunidade se há algum impedimento em relação ao projeto.
O projeto objetiva o turismo de negócios na área da estação, em um complexo que pretende unir o Calçadão com a Praça Machado de Mello e o prédio da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB). A intenção é integrar o complexo ao comércio central. Para tanto, está prevista a remodelação da frente do prédio da estação, que inclui o uso da faixa da rua com estacionamento. Com isso, o projeto estabelece a junção física do empreendimento com a praça, que também seria remodelada.
Uma das propostas é solicitar à Prefeitura que elimine o tráfego de veículos em frente à estação, deixando a circulação para as ruas laterais à praça do outro lado. Outra sugestão apontada é eliminar o tráfego em todas as laterais da praça. Pelo projeto, esta situação vai interligar fisicamente o empreendimento com a praça Machado de Mello e o Calçadão da Batista de Carvalho. O projeto ainda inclui a preservação da fachada da estação, das áreas tombadas internamente conforme a legislação e a interligação física também do prédio com um estacionamento vertical, com estrutura metálica, projetado para a área à esquerda, do lado de dentro do pátio operacional, nas proximidade com o início da avenida Pedro de Toledo. O estacionamento teria ligação física direta com o prédio da estação pela sua lateral.
O projeto ainda inclui livrarias, pizzaria, choperia e restaurante, além de estandes para a locação para feiras. O complexo prevê a permanência dos trilhos no pátio da estação e, sobretudo, a cobertura já revitalizada. Um dos lados do pátio da estação abrigaria os espaços para o público anexo à praça de alimentação. Para o outro lado, para onde estão projetados os estantes para os eventos e feiras, o público teria acesso através de rampa por sobre os trilhos. O salão das antigas bilheterias da estação abrigariam a praça de alimentação, com Centro Gastronômico.