A direção municipal do PSTU divulgou, ontem, uma nota de cinco páginas condenando os ataques dos Estados Unidos e da Inglaterra ao Afeganistão. De maneira resumida, o documento assinado pelos militantes do partido afirma que os norte-americanos deram início a mais uma guerra de dominação, colonização e opressão.
A direção da legenda acredita que o presidente dos EUA, George W. Bush, está decidido a favorecer a indústria bélica, disciplinando, sob o tacão imperialista, toda a Ásia Central. Os Estados Unidos querem o petróleo, querem governos sob seu controle em todos os países, querem espalhar bases militares numa região estratégica, que une três continentes.
Os militantes do partido estão contra o imperialismo, contra Bush e contra a Otan. Lutamos pela vitória do Afeganistão e derrota dos EUA. Eles apóiam as manifestações que estão se desencadeando em todo o mundo contra a agressão dos Estados Unidos e da Inglaterra no Afeganistão.
Saudamos os trabalhadores e jovens que tomaram as ruas de Nova York exigindo que seu governo pare de jogar bombas no Afeganistão, que pare de matar inocentes. Saudamos os ativistas que, em Roma, às centenas foram às ruas denunciando que a Otan é assassina, queimaram uma bandeira norte-americana e exigiram que a Itália rompa com a Otan.
A direção municipal do PSTU critica a posição do presidente Fernando Henrique Cardoso em relação a situação na Ásia Central. A nota ressalta que o governo brasileiro apóia explicitamente a guerra levada adiante pelos EUA. Participa do embargo comercial ao Afeganistão e colabora com a inteligência americana, permitindo, inclusive, que o serviço secreto americano se instale no País.