Alex Gasparini deverá ser eleito presidente da executiva municipal; Tidei de Lima e seu grupo estão fora da chapa
O PMDB não deverá ter mais, a partir de domingo, a figura do ex-deputado e ex-prefeito Tidei de Lima à frente do partido. Ele e seu grupo deverão ceder lugar para a ala quercista do partido, representada hoje em Bauru por Darci e Alex Gasparini, salvo uma reviravolta de última hora. A convenção municipal da legenda será realizada com a participação de chapa única articulada pelos Gasparini e que deverá eleger Alex presidente da executiva. Tidei e seu grupo político estão fora da composição partidária, após duas décadas no comando da legenda.
Além do ex-prefeito, ficaram de fora do diretório municipal o ex-vereador Futaro Sato e peemedebistas históricos, dentre os quais Luiz Fernando Ribeiro, Fernando Monti, Celso Martha, Isaías Daiben e Geraldo Scarabotto. Ontem, venceu oficialmente o prazo para inscrição de chapas.
O atual presidente da executiva municipal, Fernando Monti, representando o grupo político do ex-prefeito Tidei de Lima, tentou, sem sucesso, a formação de uma chapa de consenso para a eleição de domingo. Ele manteve encontros com Darci Gasparini, da ala quercista, para articular a participação do grupo na composição do diretório e da executiva do partido. Mas as conversações não progrediram.
Monti conta que logo após a eleição do diretório estadual, realizada em maio, procurou Darci para uma conversa. Disse a ela que não há nenhum ressentimento no que aconteceu no passado. O racha entre os peemedebistas de Bauru começou na eleição do diretório estadual. Tidei e seu grupo político apoiaram a candidatura do deputado Milton Monti para a direção estadual, também respaldada por Michel Temer, que tinha interesse em disputar a eleição para governador em 2002.
Do outro lado, estava o ex-governador Orestes Quércia com a mesma intenção. Quércia ganhou a disputa. A partir daí, os quercistas passaram a articular o controle do partido em todo o Estado. Em Bauru, a situação não foi diferente.
Nos encontros que manteve com Darci Gasparini, Fernando Monti disse a ela que o mais importante era pensar o partido em nível de Município.
Acho que nós deveríamos ter caminhado conjuntamente, avaliou. O presidente da executiva já esperava que a disputa pelo diretório estadual provocaria repercussões na convenção municipal. Fizemos uma reunião do nosso grupo e decidimos que deveríamos caminhar numa chapa de unidade. E fui destacado com a missão de procurar a Darci.
O peemedebista relata que no primeiro encontro Darci aceitou a proposta, mas mudou de opinião na hora de assinar a lista que autorizava a composição da chapa. O ex-presidente da legenda, Luiz Fernando Ribeiro, ainda tentou aglutinar os dois grupos, mas também não conseguiu êxito.
Depois de várias tentativas de unir a legenda em torno de uma chapa única, Monti foi informado pela própria Darci que estava sendo articulada a formação de uma outra. Na última sexta-feira, a atual executiva peemedebista se reuniu e seus membros decidiram não lançar outra chapa para disputar com a ala quercista.
Não queremos um racha no partido. Se eles querem comandar, está tudo certo, analisou. Monti conta que a direção do PMDB recebeu a inscrição da chapa articulada pelos Gasparini, embora os documentos estivessem privados de algumas considerações, o que já foi corrigido.
Estamos fora da disputa para que seja preservada a unidade do partido. Lamento essa situação. Foi um processo no qual me decepcionei com algumas pessoas. Acho que existe um certo inconformismo desse grupo, que tem sido tão tripudiado dentro do partido.