Presidente do Aeroclube de Bauru garante que medidas de segurança são anteriores aos atentados dos Estados Unidos
O aeroporto municipal, localizado na sede do Aeroclube de Bauru, deverá receber em breve equipamento de raio X para vistoriar as bagagens dos passageiros.
De acordo com Luiz Carlos Cortez Cesar, presidente do aeroclube, a medida já estava prevista antes mesmo da ocorrência dos atentados terrorismos nos Estados Unidos. Só não tínhamos previsão de quando iríamos receber o aparelho, explica.
Além do equipamento, o aeroporto poderá contar com cães farejadores, que rastrearão as bagagens. Segundo Cesar, o Departamento de Aviação Civil (DAC) já havia entrado em contato com o comando da Polícia Militar de Bauru sobre o assunto.
Outra medida envolve a mudança da cerca que separa o local onde ficam os passageiros da pista. A obra já está licitada pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), mas não foi iniciada porque a empresa ganhadora do processo diz não ter condições de realizar a construção por problemas financeiros.
No caso do aeroclube, a direção reforçou as normas de segurança. Uma delas envolve o uso de aviões e planadores, que só podem ser pilotados por sócios da entidade. Pessoas estranhas ao aeroclube vão às aeronaves mediante acompanhamento de sócios autorizados. Além disso, elas precisam apresentar documentação. Não há risco de um terrorista pegar um de nossos aviões e jogá-lo no Mc Donalds, garante o presidente.
Na semana passada, funcionários do DAC estiveram em Bauru para avaliar os pontos fracos da segurança do aeroporto. Com base nesse relatório, algumas medidas deverão ser implantadas ou alteradas pelo Daesp, administrador do aeroporto bauruense, para garantir a segurança dos passageiros.
Desde os atentados terroristas nos Estados Unidos, os passageiros que embarcam em Bauru precisam apresentar a passagem aérea acompanhada de documento com fotografia. Antes, bastava mostrar o bilhete.
Os aviões também trocaram os talheres de metal pelos de plástico. Mas ainda há pontos descobertos. Não há talheres de plástico, mas a garrafa de vinho continua sendo servida e pode ser quebrada e utilizada como arma, critica Cesar, que é piloto comercial da Varig, companhia pela qual faz rotas internacionais.