Assombroso. Duas pessoas com as mãos espalmadas à parede, de costas para o público e várias viaturas policiais, com inúmeros destes, fortemente armados, empunhando e exibindo poderoso material bélico, os quais tinham suas miras voltadas para aqueles dois detidos. Cena presenciada numa das ruas de Bauru. Era assustadora, assombrosa, surpreendente, extraordinária até! Decifrando, imaginei tratar-se de algo ligado a seqüestro, assalto, homicídio, resgate, pois algo de terrível teria acontecido. Pelo aparato cheguei a pensar que tinham localizado em Bauru o terrorista Ossama Bin Laden. No momento, não me atrevi a perguntar em respeito ao trabalho da polícia.
Porém, o que me chamou a atenção foi a notícia veiculada nas páginas do JC segundo a qual as duas pessoas acima descritas trabalham (e recebem) para o jogo do bicho. Fiquei me questionando: será que o jogo do bicho faz tanto mal às pessoas? No entanto, vejo que essa atividade emprega muita gente. Muitas famílias vivem desse trabalho. Inúmeras são as pessoas que sobrevivem com esse emprego. Nunca ouvi falar que o jogo do bicho mata, maltrata, desvia, escraviza, rouba, etc. Todavia, esse tipo de crime (jogo) está capitulado em nossas leis. No entanto, crime é matar, assaltar, seqüestrar, aterrorizar, roubar, furtar, espancar, etc. etc.
O que me chama a atenção é que se cometem os crimes acima referidos e não se vê um movimento tão belicoso como o que assistimos com o pessoal que estava trabalhando com o tão famigerado jogo do bicho. Repensemos nossos valores. (Elpidio Cristino Lima - RG: 3.214.189)