07 de julho de 2026
Geral

Devagar... devagarinho!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Não conseguimos encontrar em nosso dicionário nenhum de ambos os termos acima invocados. Nem mesmo parecidos! Não obstante, queremos usá-los, nesta opinião, pegando gancho do sambinha que os adota, a fim de opinarmos sobre o radar fixo que a Empresa Municipal de Transportes Urbanos está pretendendo instalar na quadra 17 da avenida Nações Unidas. Qual a finalidade? Quais os seus poderes? Vão lá: - forçar os motoristas a reduzirem a velocidade de seus veículos no fatídico quarteirão, onde, há poucos dias, mais um bauruense perdeu a preciosa vida. E é aqui que pega o carro das nossas conjecturas, pois entendemos que não basta, não basta mesmo, para segurança dos pedestres forçar apenas a redução da corrida desenfreada dos automóveis, ônibus e veículos de transportes em geral. A solução do problema ali exige muito mais que isso. Exige, isto sim, um moderno semáforo a fim de que as viaturas parem uns minutos na área, tendo em vista permitirem a travessia segura dos que precisem cortar a artéria. Por isso, somente o devagar... devagarinho do aplaudido Martinho da Vila não conseguirá eliminar ou ao menos diminuir os riscos que, desde muito tempo, atentam ali contra a vida de quem necessite alcançar esta ou aquela calçada da Avenida, já tendo feito perecer ou se machucar muita gente de várias idades e ambos os sexos. Seria, então, mais preciso, um realmente vigoroso controle da circulação de veículos e pedestres no local através de um semáforo que, além de seguro, tenha o condão de ser mais engraçadinho que o radar... Aliás, não é só ali que um semaforozinho faz uma falta extraordinária... Muitas esquinas da N.U. o estão necessitando também. E o jornalista o observa de cátedra porque residindo ali perto, na quadra 15, experimenta perigo de locomoção toda vez que necessita sair ou entrar em sua garagem. Já fez reza brava para que a Emdurb instale semáforo no cruzamento da Benjamin Constant, mas até agora ela não foi retransmitida pelos anjinhos de Deus e, então, o perigo continua rondando a gente. Conseqüentemente, já sofremos naquela esquina duas colisões quando voltávamos da redação do JC, mas logramos sair vivos de ambas essas sandices do trânsito incontrolado. Felizmente, certo? Porque, fosse outro o nosso destino, em um daqueles imprevistos poderíamos ter sido levados a dar nosso último adeus aos amigos queridos. Pensando nisso, levantaríamos nossas insubstituíveis mãos para as alturas, mais uma vez, se a Empresa, ao invés de pensar em radar na 17 implantasse sinais de parada obrigatória nela e em outros cruzamentos perigosos da mesma artéria. Não venha ela com a evasiva de que a vereda tenha de ser considerada via expressa e, por isso, exija caminho livre e desembaraçado para a longa procissão de viaturas que a utiliza a todo momento. É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.