09 de julho de 2026
Geral

Pitt bull ataca quatro na V. Industrial

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Cachorro fugiu para a rua quando seus donos abriam o portão para sair com o carro. Animal foi recolhido pelos bombeiros.

Um cachorro da raça pitt bull atacou quatro pessoas na manhã de ontem, na quadra 5 da rua Júlio Fernandes, na Vila Industrial. O animal teve que ser recolhido a laço pelos bombeiros. Considerado dócil, o cão feriu uma criança que passava na rua, a empregada da casa e o casal de donos.

O cão Rickson ganhou a rua quando os donos da casa, Maria Cecília e Hélio Batista Martins, abriram o portão para sair com o carro. O cão escapou e logo atacou uma criança que passava em frente à casa.

O casal e a empregada tentaram separar o cachorro da criança e também foram atacados. Fecharam o portão e se recolheram no interior da residência. O Corpo de Bombeiros e policiais da Base Comunitária Oeste foram acionados.

Os bombeiros, especialistas em capturar cachorros, tiveram muito trabalho para dominar o animal, que estava nervoso. Dois homens do Corpo de Bombeiros tiveram que laçar o cão, através das grades, para que ele fosse imobilizado e colocado na gaiola.

O cachorro foi transportado para um criador e está sob a guarda da União Internacional de Proteção aos Animais (Uipa). O animal terá que ficar em observação por 10 dias.

A criança atacada pelo pitt bull foi encaminhada por transeuntes ao Pronto-Socorro Central e passa bem. Diego Silva Martins, 11 anos, sofreu ferimentos na mão direita e teve que ser suturado.

A empregada da casa, Hilda Moreira Duarte, levou vários pontos no antebraço direito. A dona da casa foi ferida no antebraço esquerdo e o dono da casa, na mão esquerda e antebraço direito. Segundo os policiais, Hélio Martins foi quem mais se feriu.

Cuidados

Quem tem um animal feroz, não totalmente domesticado, deve ficar atento. Se o animal atacar alguém por negligência, imprudência ou imperícia do dono, poderá ser responsabilizado por lesão corporal, avisa o delegado Marco Antônio de Camargo Barros, do 1.º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada.

O delegado frisa que, teoricamente, o dono é responsável pelos atos do animal. É preciso analisar as circunstâncias em que os fatos ocorreram, explicou. Barros lembra que o dono do animal também corre o risco de ser responsabilizado civilmente. A vítima pode recorrer à Justiça para ser indenizada por danos físicos. Por exemplo, se a pessoa ficar com uma cicatriz na perna e for modelo, terá sua carreira comprometida, disse.