10 de julho de 2026
Geral

Polícia Militar: não há como prever agressões

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Para o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Cia da Polícia Militar, a briga iniciada no Centro Cultural e que continuou nas ruas e causou a morte de Elias de Almeida Filho, foi um caso isolado. Ele disse que, até a agressão sofrida por Elias, nunca havia recebido informação da ocorrência de brigas no Centro Cultural durante shows e nem pedido de policiamento para o local.

Sendo um caso isolado, em um local sem antecedentes de brigas, não há como a Polícia Militar prever o que vai ocorrer e se antecipar ampliando o policiamento. Meira ressaltou que, pelo que foi apurado até agora, a causa da briga foi uma desavença pessoal, o que revela a banalização da violência entre os adolescentes.

Na opinião do capitão Meira, se os shows continuarem no Centro Cultural, será preciso repensar o policiamento no local. Segundo ele, há um bom tempo não é registrado nenhum caso de briga entre gangues de adolescentes em Bauru. Quando há alguma briga, é em casa noturnas. No entanto, a portaria da Vara da Infância e Juventude, que proibiu a presença de menores em casas noturnas, reduziu as ocorrências. Acho que esse caso de violência revela problemas de comportamento, de estrutura familiar, disse.