O resultado do trabalho da modelagem matemática para conhecer a situação do aqüífero Guarani, em Bauru, vai ser apresentado no workshop: Informação em Água Subterrânea: Diagnóstico e Desafios, que será realizado em Campinas no, dia 7 de dezembro.
Bauru tem hoje 30 poços tubulares em produção. Preocupado com o efeito a longo prazo dessa exploração associada ao fato de Bauru ter pouca disponibilidade de água superficial ao redor da zona urbana do município (só contando com a bacia do rio Batalha), o Departamento de Água e Esgoto (DAE) decidiu contratar a Waterloo, para conhecer e gerenciar de forma adequada os recursos hídricos subterrâneos.
Segundo a engenheira, Nilcéia de Fátima Paes Lourenço, coordenadora da comissão de modelagem matemática do aqüífero Guarani na região de Bauru, com a tecnologia é possível simular vários cenários de utilização e manejo das águas subterrâneas a partir dos dados de poços existentes e proporcionar soluções mais adequadas em relação ao sistema de captação das águas subterrâneas. Essas simulações permitem definir níveis adequados de exploração para o sistema atual, preservando o aqüífero para o futuro e sem correr o risco de perfurar poços e perdê-los por falta de água, afirmou.
Quando a autarquia recebeu o modelo, em dezembro de 2000, se utilizando dos recursos adquiridos, simulou cenários com a perfuração dos poços que estavam programados, como o da Vila Cardia, Jardim Marabá e outros. As informações obtidas mapearam as interferências entre os poços programados e os existentes, o que foi valioso na recolocação dos futuros pontos de bombeamento. A recolocação foi produtiva pois gerou economia, isso evitou que o DAE fizesse obras que no futuro poderiam dar problemas.
O modelo simulou também o projetado poço do câmpus da USP, operando em conjunto com os demais poços, gerando parâmetros para a exploração harmoniosa dos recursos hídricos subterrâneos em Bauru.
Para o presidente do DAE, Sérgio Silva Macedo, esse trabalho é de extrema importância para a cidade e o meio ambiente, porque, com a certeza de que a água vai se tornar um recurso escasso, Bauru tem de se precaver para não sofrer no futuro.
A autarquia vai participar do workshop, a convite do Grupo Técnico de Águas Subterrâneas do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, constituído por representantes das Secretarias de Estado, autarquias, universidades, institutos de pesquisas, perfuradores de poços profundos e usuários de recursos hídricos.