07 de julho de 2026
Geral

Apex quer fixar a marca Cafés do Brasil

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Com o objetivo de fixar a marca do café brasileiro no mercado externo e conquistar consumidores, a Agência de Promoção de Exportações (Apex) está apostando suas fichas no programa Cafés do Brasil. Desenvolvido pela Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), uma associação formada por produtores/fabricantes, o projeto foi adotado pela agência e está ganhando espaço no Exterior.

De acordo com a gerente especial da Apex, Dorothea Werneck, a principal meta dessa divulgação é aumentar a cotação do café brasileiro na Bolsa de Nova York. A Associação reúne apenas produtores de café de altíssima qualidade. No entanto, a partir do momento que os consumidores se acostumarem com a marca do café brasileiro, todo o nosso produto será beneficiado, afirmou.

Ela abordou a BSCA em sua participação no painel Marca Brasil A Cara da Nossa Cara aqui e lá fora, apresentado no 11.º Encontro Internacional de Mídia MaxiMídia 2001.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, a ex-ministra explicou que existe um rigoroso critério de seleção para que os produtores façam parte da associação. Atualmente, há 60 integrantes ligados à BSCA. Dorothea lembrou que foi questionada sobre o apoio ao programa. Há quem indague por que estamos apoiando um projeto que beneficia apenas 60 empresas. O fato é que elas serão a propaganda do nosso café de forma geral lá fora, disse.

Para se filiar à Associação e colocar em seu produto a marca da qualidade gourmet, o produtor tem que passar por três avaliações: primeiro é verificado a qualidade da terra na qual é plantado os grãos, a topografia, o clima, etc.; em segunda instância, a BSCA analisa o potencial do proprietário da plantação, para saber se ele está preparado para ser um exportador; para finalizar, o terceiro critério diz respeito ao café em si, à sua pureza, ao seu sabor.

De acordo com o site da entidade na Internet (www. bsca.com.br), a finalidade da BSCA é elevar, através de pesquisas, difusão de técnicas de controle de qualidade e promoção de produtos, os padrões de excelência na qualidade dos cafés brasileiros oferecidos ao mercado internacional.

Atualmente, estão associados produtores da Bahia, Mogiana (SP), Sul de Minas e Cerrado. Eles chegam ao mercado externo levando a marca Cafés do Brasil.