O Congresso de Iniciação Científica da Unesp contou com alunos de todos os câmpus que apresentaram 1.967 projetos.
A diversidade foi a marca da 13.ª edição do Congresso de Iniciação Científica da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O evento, que reuniu quase dois mil trabalhos, teve início no último domingo e terminou ontem. Reuniu alunos de 24 faculdades e institutos da universidade.
O Congresso, realizado anualmente, é considerado um dos eventos mais tradicionais da universidade. Neste ano reuniu 1.967 projetos feitos por estudantes a partir do segundo ano de graduação, sempre sob a tutela de um professor.
O número crescente de trabalhos apresentados tem sido um retorno positivo aos recursos investidos no evento desde 1989. Em 1999, foram 1.504 trabalhos e, em 2000, 1.537.
Ao fim do evento, o professor Erivaldo Antônio da Silva, assessor do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Unesp, destaca que a importância esteve na participação efetiva dos alunos, na troca de conhecimentos e no estabelecimento de novas relações. Um não conhecia o que o colega de outra unidade faz. Eles puderam achar paralelismos entre os assuntos e estreitar laços que podem gerar até pesquisas entre câmpus, frisou.
O professor destaca, por outro lado, o convívio social gerado no Congresso como outro aspecto fundamental na formação dos universitários. Eles tiveram a oportunidade de conhecer professores de cursos que se repetem em outras unidades, como Engenharia Civil. A integração faz com que o processo da Ciência e da Iniciação Científica tenha uma interação grande, observou.
Silva acrescenta, ainda, a relevância do evento na formação do aluno não só como pesquisador, mas também como cidadão. Mostra que a universidade está no caminho certo de incentivar a pesquisa. O aluno, hoje, está atingindo a maturidade para que amanhã possa ser um pesquisador sério e respeitado na sua área de atuação, enalteceu.
Premiações
Os 20 melhores trabalhos apresentados pelos alunos de cada área receberão financiamento para publicação em revistas científicas. Os três melhores orientadores de cada área receberão uma verba de até R$ 2 mil para a apresentação do trabalho de seu orientando em encontros do gênero.
A área de Exatas teve 547 trabalhos apresentados, dos quais 94 candidataram-se ao prêmio. Em Biológicas, houve 697 projetos no Congresso, sendo que 140 inscritos para prêmio. Nas Ciências Humanas, foram 723 trabalhos, dos quais 135 inscreveram-se para premiação.
Vocação
As premiações de cada área revelaram, de acordo com o professor Silva, a vocação de cada câmpus da Unesp. O de Botucatu, por exemplo, levou nove dos 20 prêmios da área de Biológicas devido às diversas unidades voltadas à área no câm pus: Instituto de Biociências, Faculdade de Ciências Agronômicas, Faculdade de Medicina Veterinária e Faculdade de Medicina. Tudo é Biológicas, então é natural que ela tenha uma vocação estritamente em Biológicas.
Além disso, a quantidade de professores em cada unidade da universidade é outro aspecto que aumenta ou reduz a chance de produção de pesquisas e trabalhos inscritos no Congresso. Não há como dizer que uma unidade ou uma cidade se destaca mais ou menos, concluiu o professor.