09 de julho de 2026
Geral

Eles, a "alma da redação"

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A qualquer hora - de manhã, à tarde, à noite ou de madrugada - com a pastinha sob um dos braços, caneta entre dois dedos, olhares distantes e pensamentos revoltos, ele deixa o jornal ao encontro da entrevista, da solenidade programada ou do fato ou acidente acontecido no centro, na periferia ou na rodovia distante. Leva o que mais? O senso de responsabilidade quanto ao dever de reproduzir realmente tudo-tudo com a linguagem da verdade e da expectativa de seu grande público. Mas - hão de gritar os leitores - diga logo de quem o jornalista está falando. E nós os satisfaremos imediatamente dizendo tratar-se daquele que, por escolha do papai, da mamãe ou de sua própria vontade, tornou-se repórter-jornalista ou repórter-fotógrafo. E por que estamos hoje enfocando aqui a figura e o trabalho dessa prezada gente? Porque em São Paulo, em palestra que proferiu, na OVJ, neste mês, o brilhante jornalista e escritor Percival de Souza emocionou a todos definindo o repórter como a alma da redação. Reportando, em minúcias, à importância do trabalho diuturno daqueles que saem à busca de entrevistas e notícias e as reproduzem fielmente na redação ou nos laboratórios fotográficos, o conferencista foi pleno na justificativa do slogan, debitando a esses profissionais a maior parte das razões que resultaram e continuam resultando na enorme evolução da imprensa brasileira nas últimas décadas. E não poderíamos, como jornalista que acompanha de pertinho a incansável faina desses devotados rapazes e moças, deixar de fazer este registro, com o qual nos associamos à merecida homenagem do Percival, no caso, às nossas amadas colegas-repórteres Patrícia Zamboni, Ieda, Rita de Cássia, Eliane, Sabrina, Tânia, Josefa, Fabiana e Rose. Só a essas meninas? Não, absolutamente não, pois fazem jus também à honrosa classificação os companheiros Nélson Gonçalves, Polletini, Santana, Leonardo, Toledo, Wagner, Gustavo, Adilson, Marcelo, Fabiano e, igualmente, ou seja, na mesma medida, o Gilmar Dias, que se compraz em nos considerar, simpaticamente, seu primeiro mestre de jornalismo. Unicamente nós? Não, o Valzinho, também! E tem mais gente digna do tributo, em todos os jornais, mundo afora; entre eles os igualmente aplaudidos homens da objetiva, como o Quioshi Goto, Rosan, Aceituno, Prado, Jorge, Éder, Malavolta Júnior e ainda a jovem Su, simpática como as outras e outros e dona de um sobrenome difícil de se pronunciar: Stathopoulos. E, pronto, parece que conseguimos mencionar todos os nomes do JC. Se esquecemos algum, que nos perdoe. É o caso...

Quem convive com esses garotos e garotas tem plenas condições de avaliar totalmente a profunda significação que o influente trabalho deles tem para que o público receba diariamente em suas casas as edições deste que é o melhor jornal do nosso mundo. São esses amigos e amigas, verdadeiramente, a vibrante alma da redação. E não apenas alma como inclusive coração, pois, lembram a velha mas bonita lenda de Osiris segundo a qual ao pôr do sol os elementos se transformam em milhares de estrelas! Vocês estariam no meio delas...? Com certeza, responderíamos, adotando expressão do linguajar moderno! É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.