08 de julho de 2026
Geral

DO PARAÍSO ÀS PRAIAS

Omar Barreto
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A moda começou no Paraíso, quando Adão e Eva usaram folhas de figueira como tapa-sexo. A grife deve ter sido de Eva que induziu Adão a comer do fruto proibido. Depois disso, a moda pegou, mudando sempre o vestuário, principalmente das mulheres. A moda vai e volta. Volta sempre modificada. É o caso das folhas de figueira que viraram fio-dental, feito de um pedacinho de pano que mal cobre o triângulo depilado, e que veste as mulheres nas praias, piscinas, passarelas e na mídia. Só falta lançamento de um zíper-esparadrapo!

Consta que a vergonha teria sido o sentimento que levou o primeiro casal a vestir-se. Esse sentimento, decorrente do pecado original, certamente ainda não havia contaminado nossos índios. Caminha empregou a palavra no plural (vergonhas) para designar os órgãos sexuais humanos (Aurélio e Houiass conferem) foi com esse termo que o escrivão-repórter noticiou (em 1500 ainda não existia foto) o nu frontal dos indígenas que recepcionaram Cabral e suas tripulações em Porto Seguro. Que não se pense numa praia para a prática do nudismo naquela região baiana, em homenagem aos caboclos do achamento... (Omar Barreto - RG 5.663.388-9)