09 de julho de 2026
Geral

Livro analisa a fórmula inglesa para sair da crise

Redação
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No início da década 80, a recessão pairava sobre a Grã-Bretanha, trazendo desemprego, queda de produtividade e pobreza. Duas décadas depois, o quadro é outro, marcado por estatísticas favoráveis nos campos social e econômico. As razões da mudança são o assunto do livro Educação & Trabalho - As receitas inglesas na era da instabilidade (Editora Senac São Paulo), de Leonardo Trevisan, jornalista com pós-doutorado em Administração de Empresas pela Universidade de Londres.

Na década em que Margaret Thatcher comandou a Grã-Bretanha, grandes mudanças ocorreram pela chegada de novas tecnologias. Com ações energéticas e polêmicas, a dama-de-ferro privatizou estatais, fechou as torneiras dos gastos públicos, incentivou a criação de empregos, investiu pesado na qualificação dos trabalhadores, abriu os braços para a tecnologia e lubrificou as engrenagens da economia inglesa. Para isso, teve de enfrentar sindicatos e uma mentalidade estatizante.

Seus sucessores imediatos, John Major e Tony Blair, com menor ou maior ênfase, deram prosseguimento à política iniciada pela ex-primeira-ministra. Esse quadro, acompanhado de medidas que tiveram por parâmetro as receitas inglesas na era da instabilidade, repetiu-se no Brasil de 1990 para cá. Trevisan verificou in loco como a Inglaterra enfrenta os desafios de um tempo de mudanças em dois campos que para o Brasil são decisivos: o da educação e o do trabalho.

No livro, são levantadas, apesar das diferenças evidentes entre as realidades brasileira e inglesa, questões do desenvolvimento, como a da habilidade dos trabalhadores para as novas condições tecnológicas.