12 de julho de 2026
Geral

As marcas nas paredes da represa para captação de água do rio Batalha indicam a redução no volume. Rodízio, com interrupções no fornecimento, começou ontem à tarde.

Ieda Rodrigues
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A medida, iniciada ontem em função da redução do volume de água do rio Batalha, atingiu entre 18 e 20 mil pessoas.

Por causa da redução do volume do rio Batalha, observada anteontem, aliada ao aumento do consumo de água por causa do calor, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) iniciou ontem à tarde um rodízio no fornecimento na cidade. A primeira região atingida foi o Centro (abaixo da rua 15 de Novembro), afetando entre 18 e 20 mil pessoas. O fornecimento de água foi cortado à tarde e seria retomado à noite, quando os reservatórios estivessem cheios. Estranhamente, a medida não foi informada com antecedência.

O presidente do DAE, Sérgio Macedo, explicou que a medida foi adotada para evitar, mais tarde, um colapso no abastecimento de água em toda a cidade. Macedo ressaltou que o rodízio poderá acabar assim que chover e o rio Batalha voltar aos seu nível normal. No entanto, se demorar para chover e o rio baixar mais, além do Centro, outros bairros abastecidos pelo Batalha poderão ter rodízio.

A autarquia não tem dados exatos, mas a estimativa é que o calor dos últimos dias vez aumentar em até 20% o consumo de água. O Batalha abastece 43% de Bauru, aproximadamente 120 mil pessoas que residem no Centro, Zona Sul e Zona Sudeste.

Os demais 57% da população são abastecidos pelos poços artesianos, 29 em operação. Este é o terceiro ano consecutivo que o Batalha dá sinais de que está no limite. No entanto, nos anos anteriores, apesar de ter sido verificada redução no volume do rio, não foi necessário adotar rodízio de fornecimento ou racionamento de água.

Macedo afirmou que, apesar do fornecimento de água no Centro ter sido cortado por volta das 15 horas de ontem para ser retomado à noite, os consumidores não devem ter ficado desabastecidos. Isso porque trata-se de uma região em que os consumidores têm caixas grandes para reservação.

Ressaltando que por enquanto está havendo rodízio, e não falta de água, o presidente do DAE disse que o rio Batalha já está entrando no sinal vermelho. Ou seja, precisa ser adotada uma medida para não levar à exaustão o rio, que já está no seu limite de fornecimento de água.

Segundo Macedo, o Batalha está sendo explorado atualmente como era há muitos anos - o DAE capta entre 400 e 600 litros de água por segundo. O problema atual está ocorrendo, de acordo com ele, em função de estiagens dos últimos anos. A degradação ambiental é outro fator que também contribui para a redução do potencial do rio.

Para piorar a situação, nesses últimos dias, por causa do calor, o consumo aumentou. O déficit de água é o resultado da soma da redução da água captada no Batalha com o aumento de consumo. Desde anteontem, o DAE reduziu para 400 litros de água por segundo captada no rio durante o dia. Se captarmos 600 litros por segundo, nas atuais condições, pode ocorrer um colapso, explicou.