08 de julho de 2026
Geral

Redução do nível de água do Batalha pode ter várias causas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Para o DAE, o nível ro rio Batalha caiu devido às estiagens dos anos anteriores. A autarquia já chegou a retirar mais de 600 litros de água por segundo do Batalha, quantidade que foi reduzida para 400 litros por segundo nesses últimos dias, para não colocar o rio em risco.

Porém, ambientalistas, ex-presidente do DAE e profissionais que atuam na área de engenharia ambiental acham que a redução do nível do rio pode ter outras causas. Éric Fabris, ex-presidente do DAE, disse ter ficado surpreso com a queda do nível do Batalha ao ponto de ser preciso fazer corte no fornecimento.

Ele lembrou que no início da década de 90 houve uma estiagem de três meses e, mesmo assim, o Batalha agüentou bem. Fabris levantou a possibilidade de haver problema no represamento do rio onde é feita a captação de água.

Já o vereador Rodrigo Agostinho, que há anos acompanha o rio Batalha, acredita que o problema é mais grave. Para ele, o nível do rio baixou por causa das erosões existentes nas nascentes e margens do rio, o que provocou o assoreamento. Nos 22 quilômetros entre a nascente do rio e a estação de captação existem, segundo ele, mais de 90 erosões. Toda a terra das erosões está indo para o leito do rio, disse.

Na opinião de Rodrigo, para recuperar o rio Batalha é preciso mais que o reflorestamente das nascentes, que vem sendo feito pelo Fórum Pró-Batalha. O vereador acha que o DAE precisa recuperar as erosões e fazer o desassoreamento, sob risco de, dentro de alguns anos, não poder mais usar o rio para abastecer a cidade. No começo do século, o Batalha tinha dez metros de largura por três de profundidade; hoje, tem meio metro de profundidade, em alguns pontos chega a 20 centímetros, por 1,5 ou 2 metros de largura, disse.

Ele frisou que da nascente até a captação, o Batalha tem mais de 200 afluentes, mas pelo menos dez já quase desapareceram. Uma dezena deles transformou-se em um leito de areia, disse. O vereador também afirma que a população terá que aprender a economizar e o DAE, a reduzir as perdas no tratamento e distribuição, que ainda são altas.