Ao ler a carta de Ornelas, levou-me ao passado quando perguntaram ao Jânio, como iria administrar São Paulo, um município semi-falido, no que respondeu: como faço em minha casa. Gastarei o que ganho. A seguir, no governo, perguntaram-lhe quais os amigos que iriam compor seu secretariado e assessoria, respondeu: não tenho amigos. Vou governar para o povo. O patrão precisa do empregado e este precisa do patrão.
Com base no passado, vivendo o presente e pensando no futuro, sua carta relata perfeitamente o presente, onde se tem amigos e o povo que se dane como me respondeu um comunista. A CUT, dizendo-se batalhadora pelas classes operárias, já conseguiu levar para o governo muitos amigos e, ao contrário de Jânio, o povo que não tem classes ligadas à CUT que pague as conseqüências. O direito de descanso a que se referiu é conseqüência de uma lei em favor da classe e os milhares que fazem parte do povo são completamente esquecidos, razão porque, devemos de nos dirigir aos governos e não aos movimentos comunitários. Um desses exemplos estamos pagando com a greve do Judiciário, quando milhares de advogados estão sem condições de lutar pelas ações alimentícias de seus clientes, muitos deles com crianças passando fome, dando idéia de que estamos no Afeganistão, simplesmente porque, por lei, alguns têm direito de greve quando seus líderes é que deveriam lutar diretamente aos governos em favor de seus interesses e não por meio de greves, estas que levarão seus líderes a serem deputados e muitos funcionários pagarão por sérias conseqüências inocentemente.
Como exemplo, ao saber de uma reunião no salão paroquial, dirigi-me até lá para levar-lhes ao conhecimento de como seria possível acabar com as erosões e outros problemas. Para minha surpresa, a reunião era presidida pela comunista Majô, vereadora que deveria usar de sua posição em favor do povo sem precisar de reuniões para minha surpresa, não me deu a oportunidade de expor o que sei, deixando claro que o que lhe interessa é que não se resolva os problemas em favor do povo para que tenha motivo para ganhar o voto dos incautos.
No passado, os vereadores não ganhavam, não tinham assessores e lutavam pelo povo e um desses exemplos foi Nilson Costa que sabia pedir só que hoje no poder, não sabe dar. É necessário que se moralize o presente para que não se pague o que não se deve no futuro. Quanto às filas, esse problema pode ser amenizado. É comum de manhã, todos irem as filas e ficarem horas à espera do atendimento bancário. Seria melhor que ao invés de irem iniciar as filas às 7 horas, iniciassem na hora do atendimento e se assim fizessem, seria melhor estar na fila andando do que na fila parada.
(*) Carlos Sandrin - advogado