10 de julho de 2026
Geral

Advogado nega participação de policial em fuga de presos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O advogado do carcereiro Rodrigues César Rodrigues, Carlos Alberto dos Rios, nega a participação de seu cliente na fuga de 89 presos da Cadeia Pública de Bauru, o Cadeião, ocorrida na madrugada de domingo. Em entrevista ao JC, ele disse que Rodrigues afirma que foi rendido por dois homens desconhecidos, armados de pistolas, e ameaçado de morte.

Um ex-presidiário, que apresentou-se à Polícia Civil e cujo nome não foi divulgado para a Imprensa, afirmou que Rodrigues receberia R$ 15 mil pela suposta contribuição com o grupo que fez o resgate. Rios ressaltou que Rodrigues é policial há cinco anos, sendo que há três anos trabalha no Cadeião e foi homenageado como policial padrão neste ano.

Questionando sobre a acusação feita contra o carcereiro pelo ex-presidiário, o advogado disse que a maioria dos presos não tem muita simpatia pelos policiais por conta da atividade que exercem. Rios afirmou que Rodrigues autorizou a quebra de sigilo telefônico de seu telefone celular. Para o advogado, a quebra de sigilo telefônico vai ajudar a provar que seu cliente não ajudou o grupo que fez o resgate.

O ex-presidiário disse à Polícia Civil que Rodrigues usou seu próprio celular para avisar o grupo que fez o resgate que poderia ir para o Cadeião e executar o plano. Ainda ontem, Rios entrou na Justiça com pedido de revogação da prisão temporária decretada para Rodrigues. O advogado espera que a Justiça aprecie ainda hoje seu pedido e que a prisão seja revogada.

O advogado afirmou que Rodrigues não fazia concessão aos presos, que agia com rigor, cumprindo o seu dever, o que pode ter motivado o ex-presidiário a fazer a denúncia contra ele. Os policiais que atuam com rigor sempre são mal vistos pelos presos. Quando vão fazer uma fuga, fazem no plantão desses policiais, disse.

Rios contou que seu cliente, por conta de ter sido ameaçado de morte durante o resgate, está passando por uma crise de depressão. Ele ressaltou que há pouco tempo o carcereiro foi feito refém pelos presos do Cadeião, durante uma rebelião. Após o resgate de domingo, Rodrigues, de acordo com o advogado, foi atendido por um médico, que concedeu afastamento das funções por 90 dias.