08 de julho de 2026
Geral

Apae não abre na terça em protesto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

As Apae vão pressionar a Assembléia Legislativa para aprovar emenda sobre financiamento de ensino nas entidades

Todas as 297 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Estado de São Paulo, incluindo a de Bauru e as das cidades da região, não vão funcionar na terça-feira. Este será o dia que a Assembléia Legislativa deve votar a proposta sobre o financiamento da educação do ensino fundamental mantido por entidades filantrópicas.

Se a emenda for aprovada e o artigo 258 da Constituição revogado, como quer a Federação Estadual das Apae, a Secretaria Estadual de Educação ficará obrigada a repassar verba para as escolas mantidas pelas entidades por cada aluno matriculado. Caso isso ocorra, o dinheiro do Estado continuará sendo usado para pagar os professores contratados pelas Apae, considerados especializados por terem feito cursos para trabalhar com alunos especiais, como vem ocorrendo até hoje.

O Estado tem financiado o ensino dos alunos matriculados em escolas mantidas por entidades filantrópicas, mas o contrato vencido há alguns meses não foi renovado. A proposta da Secretaria Estadual de Educação é que os professores contratados pelas Apae sejam demitidos para dar lugar aos professores da rede estadual de ensino.

A Federação Estadual das Apae não aceita essa proposta, alegando que a mudança prejudicaria a educação uma vez que os professores da rede estadual dificilmente teriam a mesma capacitação específica para trabalhar com aluno portador de deficiência dos já contratados pelas entidades. Outro aspecto abordado pelo Movimento Apaeano é o vínculo afetivo entre professor e aluno, que seria quebrado caso os professores que hoje atuam nas Apae sejam demitidos.

Na terça-feira, caravanas das 19 delegacias regionais das Apae de todo o Estado vão dirigir-se para a Assembléia Legislativa para acompanhar a votação da emenda sobre o financiamento do ensino fundamental mantido por entidades. De Bauru, partirá para São Paulo um ônibus com 40 funcionários da Apae. O objetivo é pressionar os deputados para que a proposta da Apae seja aprovada.

Em Bauru, assim como nas demais Apae do Estado, às 9 horas, será realizado um ato de protesto. Funcionários, diretores e alunos vão dar um abraço simbólico na entidade.