09 de julho de 2026
Geral

Palestra sobre eqüinos atrai jovens para a Expotécnica

Redação
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Cerca de 100 pessoas, dentre as quais um grande número de jovens, participaram do último dia da Expotécnica, realizada no tatersal de leilões do Recinto Mello Moraes. A palestra sobre Medicina Esportiva Eqüina, ministrada por Armen Thomassian, da Unesp de Botucatu, foi uma conscientização para os jovens criadores e competidores que, muitas vezes, desconhecem os limites de seus animais.

De acordo com o palestrante, a pecuária nacional, na qual está inserida a eqüinocultura, será um sustentáculo da economia do País, já que corresponde a 43% do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil é um País com vocação pecuária e deve investir neste segmento, já que o mundo apresenta carência de proteínas animais. Muitos animais produzidos aqui são exportados em sua forma bruta, sem estar treinados, principalmente pelo manejo eficiente que dispomos e pelo melhoramento genético que aqui se aplica, explica Thomassian.

Na opinião do palestrante, o caminho ideal é sair do amadorismo e buscar a qualificação das técnicas de treinamento para colocar esses animais nas provas, já que o preço e a rentabilidade em idade de competição são muito mais elevados.

O Centro de Medicina Esportiva Eqüina da Unesp de Botucatu faz avaliação física dos cavalos atletas. A atividade esportiva pode ser definida como aquela que exige que o animal desempenhe uma performance capacidade de exercer uma função adequadamente de forma a satisfazer o cavaleiro, de acordo com o momento do animal. Cada raça foi desenvolvida com características próprias que a deixam apta a um determinado esporte, argumenta o palestrante.

A performance executada por cada raça depende de três fatores: genética, manejo e treinamento. O manejo é uma das etapas mais delicadas da criação, pois envolve o nascimento do animal, o controle sanitário da propriedade, a alimentação, o acompanhamento veterinário, dando ao cavalo condições para desempenhar seu papel.

Thomassian diz que, um dos maiores problemas para a performance dos animais brasileiros, é a falta de treinamentos específicos para cada raça, levando em consideração as condições climáticas a que o animal está submetido. Todas as técnicas aqui utilizadas foram importadas juntamente com as raças, o que prejudica excessivamente o desempenho dos animais, afirma.

Um dos fatores que mais prejudica o melhor desempenho dos animais em competição é a falta de conhecimentos sobre as limitações que envolvem cada raça. Os brasileiros não têm cultura de preparação física e manejo, por isso, os animais têm preço inferior e são vendidos na forma bruta, sem treinamento, ressalta.