Há poucos, estando em Sorocaba, por ocasião de finados, no domingo (4/11) tive a oportunidade de ler importante assunto, publicado no - não menos importante - matutino Cruzeiro do Sul. Na abertura, letras garrafais: Ruy (sic) Barbosa, um maçom que fez a história do Brasil, no topo, uma foto perfeita, de 9,6 cm x 14,4 cm. Ali, um assunto pelo qual curiosamente me interessei, que jamais me chamara atenção (talvez haja sido por força da ligação com Rui, na abertura em negrito), levando-me indiretamente, à busca de informações sobre sua militância na Maçonaria. Oportuno conhecimento sobre uma Sociedade parcialmente secreta, cujo objetivo principal é desenvolver o princípio da fraternidade e da filantropia; associação de pedreiros-livres; franco maçonaria. Muito difundida em todo mundo entre seus membros chamados maçons livres. A sociedade é inspirada nas corporações medievais dos maçons (pedreiros) e surgiu em Londres, em 1717, para incentivar a ajuda mútua e o sentido de fraternidade. Os membros das Lojas da ordem maçônica são principalmente profissionais liberais.
Mulheres não são admitidas como membros.... Quanto a mim, a despeito do presente assunto, (onde em duas Lojas tenho irmão e sobrinho), o interesse gerara apenas sobre o nosso Rui Barbosa de Oliveira. O orgulho pelo brasileiro apelidado Águia de Haia, por sua participação, em 1907, na Segunda Conferência de Paz, em Haia. Em particular, ainda que eu, pessoalmente houvesse sido sondado a participar da Sociedade nunca me afeiçoei aos convites. Fosse por absoluta falta de tempo, ou pelo fato da existência dos rituais secretos, muito embora suponha que entre os irmãos que ali pertencem, existe o espírito de ajuda mútua na solução dos próprios problemas... Foi assim, que tomando conhecimento do atual escrito de João Dias de Souza Filho, do Instituto Histórico, Geográfico e Geneológico de Sorocaba e titular da Cadeira n.º 5 da Academia Sorocabana de Letras - Patrono Ruy (sic) Barbosa, tive a oportunidade de saber dos amplos legados de Rui, que viveu o grande ideal da Maçonaria. Numa única página do matutino sorocabano, onde obtive preciosíssimas informações da nossa história pátria, que talvez - assim como me ocorreu - poucos devem ser os brasileiros largamente informados, sobre quantas foram as qualidades vividas por Rui Barbosa. Destarte, resolvendo absorver os conhecimentos atinentes a Ruy (sic), ou Rui, busquei checar em A Enciclopédia das Enciclopédias (Folha), onde descobri a tempo um busílis, é que, Rui Barbosa (não está grafado na forma citada pelo articulista que vimos respeitosamente referenciando), porém, grafado como: Barbosa (de Oliveira), Rui, isto é, Rui Barbosa de Oliveira; substituindo-se o ( y ) de Ruy, pelo ( i ) de Rui. No intuito de levar a pesquisa adiante, encontrei (os seguintes exemplos), no Novo Dicionário Aurélio; ruiano. Bras. Adj. 1. Relativo ou pertencente a Rui Barbosa, orador, jurista, jornalista e homem público brasileiro (1849-1923), ou próprio dele: Um estudo isento e sério a imensa mole de escritos ruianos impressiona precisamente pelas sinceridade das idéias nos combates.
De qualquer forma, valeu profundamente (pois tendo em vista as proximidades dos meus 76 anos de idade, e, como sempre é tempo de aprender), confesso que me foi salutar ler João Dias de Souza Filho, no matutino Cruzeiro do Sul de Sorocaba, em 4/11/pp, à Página A-6. Somente assim melhor reviveremos a presença de Rui e de suas qualidades idealistas. Defensor de: a causa da Liberdade, a causa da Justiça, encerrada na trilogia da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, o ideal dos que lutam por uma sociedade justa e perfeita. Com toda razão, nosso Águia de Haia não morreu sem que houvesse conseguido atingir um dos seus mais importantes objetivos, o abolicionismo. Tenho para mim que na massa cinzenta daquela cabeça - que com apenas 21 anos de idade, acadêmico de Direito - já vivia uma luta ferrenha e o sentimento que o envergonhava, pelo estado de escravidão dos negros aqui trazidos e descendentes aqui nascidos. Suas atitudes eram respostas da crença que movia seus sublimes ideais de perseverança fraterno/humanistas.
(*) José Almodova é professor-Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp-Bauru. É jornalista e colaborador do JC. E-mail: almodova@ig.com.br