08 de julho de 2026
Geral

Região de Panorama é opção na piracema

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 4 min

O período de piracema é o único desaconselhável para a pesca, pois os peixes estão subindo o rio para procriar. Mesmo assim, há espécies que não fazem piracema, como o tucunaré, e podem ser pescados. Em regiões de lagos, onde subir o rio é uma tarefa muito difícil para o peixe, a pesca é liberada, desde que respeite-se o limite de cinco quilos por pescador ou um único exemplar. O pesque-e-solte também é uma excelente opção para aqueles pescadores que estão com muita vontade de pescar e têm um tmepinho de folga.

A região de Panorama, às margens do rio Paraná e distante 330 quilômetros de Bauru, foi inundada recentemente e ainda preserva uma importante variedade de espécies. Lá, a pesca pode ser praticada com moderação durante a piracema, o que tem atraído pescadores da região.

É importante salientar que não pretendemos incentivar a prática da pesca neste período, porém é sempre bom lembrar que os prazeres de uma pescaria não se limita a pesca de inúmeros exemplares. Ao contrário. Uma boa pescaria reúne amigos, contato direto com a natureza, boa prosa, bom humor e peixes, é claro, mas não em quantidades absurdas ou fora das medidas e das normas estabelecidas.

Os pescadores Elço Bonomo, Modesto Bonomo e Yoshinobu Taíra estiveram pescando na região e aproveitaram para desfrutar dos bons momentos de pescaria. Eles acamparam em uma pequena ilha, em Paulicéia, e puderam conferir a presença de tucunarés, jurupoca, piau, piapara e outras espécies. O grupo comenta com tristeza que mesmo com a intensa fiscalização, ainda é possível ver predadores abusando das regras, pescando com redes e anzol de galho, além de embarcar peixes abaixo da medida.

Elço Bonomo mora em Bauru, mas conhece bem a região de Panorama. De acordo com ele, a água limpa e o contato com a natureza já são suficientes para o sucesso da pescaria. Nós pescamos de barranco, tranqüilos, e pudemos pegar jurupocas, lambaris, piaus e tambiús, conta.

Visitando a região pela primeira vez, após a inundação, ele confessa que ficou surpreso ao ver tamanho dos lagos e a redução da correnteza. A água não está correndo e ainda temos que tomar cuidado com galhos submersos para evitar enroscos. Além dos momentos de pescaria, o grupo pôde conferir a natureza da região. Aquela pequena ilha reúne várias espécies de animais. Vimos tatu-galinha, coelho e, acredite, o que mais tinha era sapo, brinca. Os sapos, atraídos pela luz, resolveram iniciar uma sinfonia especialmente para o grupo de pescadores.

O grupo instalou o acampamento e acompanhou as movimentações de barcos no rio. Alguns pescadores estavam pegando dourados na rodada, lembra Bonomo. A espécie é altamente predadora, o que atrai os pescadores-predadores, que ignoram seu momento de desova e pescam mesmo na piracema.

Mesmo sem a possibilidade de fisgar muitos peixes, a pescaria valeu a aventura do grupo. Isolados, mas entre amigos (Elço é filho de Modesto Bonomo), eles tiveram a oportunidade de passar dois dias em paz, além de trazerem histórias para contar.

Facilidade e conforto

Agora se você é do tipo que prefere não enfrentar acampamentos, uma sugestão é hospedar-se no Paranoá Clube Hotel. Localizado às margens do rio Paraná, em Panorama, o local oferece facilidades e conforto para o pescador, além de áreas de lazer para toda a família.

Curiosamente, o proprietário é bauruense e há 18 anos comanda o Paranoá Clube. Newton Ingracia, 73 anos, divide as responsabilidades com a esposa Lina. O restaurante é o carro-chefe do hotel e é a Lina quem cuida de tudo, comenta Ingracia. Enquanto o pescador sai em busca de aventura, a família pode aproveitar as piscinas e áreas de lazer do Paranoá. São 55 apartamentos, centro de convenções, quadras, parque, piscinas e sala de jogos.

O Paranoá Clube Hotel também possui um pesqueiro próprio, às margens do Paraná, onde o pescador relaxa e diverte-se na pescaria. Para quem optar pela pesca embarcada, o hotel indica guias e possui barcos para locação.

A proposta é atender visitantes e associados. O nosso clube possui sócios em 90% dos municípios do Estado, o que nos dá uma clientela fiel, explica Ingracia. Os aposentados também estão descobrindo o Paranoá como ideal para passeios de lazer. Hoje o turismo é feito em pequenas distâncias, por causa dos custos, aqui o visitante encontra vários benefícios.

Ingracia já possui mais de 40 anos de experiência no setor hoteleiro, principalmente quando o assunto é pescaria. Antes de adquirir o Paranoá e reformá-lo, fui diretor do Iate Clube Rio Verde durante 20 anos. O Iate Clube Rio Verde, que no passado recebeu muitos pescadores, foi fechado por estar situado na área de desapropriação dos grandes lagos.

Ingracia também salienta a importância do bom atendimento aos clientes e reforça a importância do lazer para o ser humano. O brasileiro ainda acha que o turismo é supérfluo e não investe em viagens. Ganha pouco e não desfruta muito.

Além de famílias e pescadores, o Paranoá Clube Hotel também recebe grupos de executivos para a realização de encontros e convenções e as agendas podem ser feitas por telefone.

Serviço

O Paranoá Clube Hotel fica em Panorama, na avenida Vereador José Molon, 10. Telefone (18) 5871-1339 ou 5871-1540.