08 de julho de 2026
Geral

O PREÇO DA EXPOSIÇÃO

Pedro Valentim
| Tempo de leitura: 1 min

A Exposição do Recinto Mello de Moraes aqui em Bauru já começou virar sinônimo de exploração. A Prefeitura ajuda a patrocinar, meia-dúzia lucra e o povo banca. Nos melhores shows era visível o desconforto dos artistas por causa do baixo público ali presente. Aliás, só no show do Bruno e Marrone houve uma média concentração de pessoas. No resto, foi ridículo.

O preço do ingresso totalmente inacessível aos trabalhadores e ao povo de baixa renda. Sem direito de escolha, também, mesmo porque, viramos refém de uma marca de refrigerantes.

Olha, se o evento é direcionado às classes média e alta, normal, estamos numa democracia, mas a partir do momento que a Prefeitura usa as máquinas dentro do Recinto para arrumar para a feira já envolve o erário público. Portanto, aí começa a injustiça social, quem paga o seu imposto religiosamente é o povão.

Nos próximos anos, ou se cobra um preço justo ou então privatiza o evento e a Prefeitura não deve arrumar ou participar de nada. Quem quiser lucrar, banque. Menos o povo, infelizmente alijado da festa. Pra não dizer que não falei das flores, lá na Expo tinha mais gente com credencial do que estrelas no universo.

PS: Esta mais que na hora dos negros conscientes começarem a fazer manifestações nas entradas das universidades públicas em defesa das cotas. No Rio de Janeiro deu certo e hoje cotas nas universidades públicas cariocas são lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador.

Na maioria do país, alguns racistas enrustidos são contra. No entanto, não foram os ancestrais deles que foram acorrentados, escravizados e depois colocados no olho da rua sem direito a nada devido a uma falsa lei de liberdade. (Pedro Valentim - RG. 19.198.011-0)