08 de julho de 2026
Geral

Unicamp tem apenas 20 abstenções

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Sob um forte calor, cerca de 1,3 mil candidatos fizeram a primeira prova do vestibular da Unicamp, ontem, em Bauru

O calor foi companhia dos candidatos de Bauru às vagas da Unicamp na primeira prova do vestibular. Cerca de 1,3 mil pessoas fizeram a prova, na tarde de ontem, sob temperatura média de 31,5 graus, no Município. Os exames foram aplicados nas escolas Ernesto Monte e Christino Cabral.

A exemplo de anos anteriores, pais, amigos, namorados e professores de cursinhos aglomeravam-se nos portões das escolas que sediaram a prova, junto aos candidatos, momentos antes do início.

O índice de abstenção em Bauru foi considerado baixo: apenas 20 candidatos não compareceram à prova, de um total de 1.319 inscritos. Exceto o calor, tudo correu tranqüilamente, disse Mauro Bianchini, coordenador do vestibular da Unicamp em Bauru.

Copos e garrafinhas de água foram elementos fundamentais para refrescar e acalmar os vestibulandos na hora da prova. Alguns deles relaxavam deitados no piso frio do pátio da escola, minutos antes da prova. É o caso de Paulo Figueiras Alves, de 18 anos, que veio de Birigüi para tentar uma vaga no curso de Engenharia Mecânica. O calor atrapalha um pouco na hora da prova. Estou levando água para a sala e pretendo tirar a camisa para refrescar lá dentro, disse.

Apesar de ter feito cursinho, Paulo não considera-se preparado para alcançar uma das vagas da Unicamp no curso escolhido. Estou prestando pela segunda vez, mas fiz o terceiro colegial em escola pública e acho que não passo da segunda fase, acredita.

Camila dos Santos, de 19 anos, é mais uma entre as 47.625 pessoas que inscreveram-se para disputar as 2.574 vagas dos 54 cursos da Unicamp. Ela pretende conseguir uma vaga no curso de Odontologia da universidade, apesar de estar prestando Medicina em outros vestibulares, como a Fuvest, Unesp, Unifesp e na Faculdade de Medicina de Marília.

Já Natália de Souza, de 19 anos, candidata a uma vaga em Medicina, aparentava tranqüilidade. A prova da Unicamp não costuma ser muito complicada, mas exige mais na redação, avalia.

Seu pai, Vítor Hugo de Souza, que a acompanha em todas as provas, conta que, nesses momentos, o sofrimento não é apenas do candidato. Os pais, de fora, às vezes sofrem mais que o candidato, acredita.

Este ano, não houve atrasados para a prova da Unicamp na escola Christino Cabral. Quando os portões foram fechados, às 13h45, todos os candidatos que compareceram já encontravam-se nas dependências da escola.