09 de julho de 2026
Geral

Número alto de caixas dágua abertas aumenta risco de dengue hemorrágica

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão ligado à Secretaria Municipal da Saúde, está alarmado com o número de caixas dágua irregulares que podem se transformar em grandes criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. No entanto, o que está causando preocupação ainda maior é que o fato está sendo verificado em regiões onde aconteceram epidemias de dengue neste ano, o que pode evoluir para uma epidemia de dengue hemorrágica diante do surgimento de novos casos da doença com transmissão pela segunda vez numa mesma pessoa.

Segundo o coordenador do Núcleo de Controle de Vetores, Flávio Tadeu Salvador, dentro do trabalho de rotina, quando ocorrem focos de epidemia da dengue, são tomadas várias medidas e o trabalho é intensificado no sentido de controlar a transmissão. Esse mesmo trabalho prevê o retorno e a intensificação de vistorias justamente pelas áreas de risco, ou seja, pelos bairros ou regiões onde foram registrados casos positivos da doença.

Em Bauru, neste ano, foram registrados casos positivos de dengue nas regiões do Jardim Bela Vista, Núcleo Gasparini, Núcleo Mary Dota, Núcleo Geisel e Parque do Hipódromo. No período de abril a junho, promovendo essa verificação de rotina, o DSC levantou 94 caixas dágua irregulares na região do Jardim Bela Vista, a região mais problemática neste ano.

As equipes também já percorreram as regiões do Gasparini e Mary Dota onde o maior problema verificado foi o lixo acumulado nos quintais. Apesar disso, não foram encontrados muitos criadouros e a situação apresenta-se sob controle até o momento.

No entanto, desde a última sexta-feira, quando o DSC retornou à região do Jardim Bela Vista, em apenas três dias de trabalho já foram verificadas mais de 70 caixas irregulares, e novamente na região que concentrou vários casos positivos de dengue. Se houver nova epidemia no local pode surgir a dengue hemorrágica, que mata.

Um outro dado que preocupa é o fato de Bauru ter registrado epidemia da doença nos últimos sete anos, o que a torna ainda mais suscetível. Imediatamente, o DSC lavrou os autos de infrações e os moradores notificados têm 15 dias para regularizar a situação. Os casos de reincidência poderão ser multados. Tão logo terminem os trabalhos na região do Jardim Bela Vista, as equipes vão dirigir-se para a região do Núcleo Geisel.

O DSC solicita que a população colabore retirando dos quintais qualquer objeto que possa acumular água e quanto às caixas dágua, que verifique se estão devidamente vedadas.