Todas as vítimas moravam na zona rural e estavam voltando para casa depois de assistirem aulas em Santa Cruz.
Santa Cruz do Rio Pardo - Uma colisão frontal envolvendo um caminhão carregado de açúcar e uma perua que transportava estudantes causou a morte de três pessoas e deixou outras três gravemente feridas, anteontem à noite, em Santa Cruz do Rio Pardo.
Todas as vítimas viajavam na perua Kombi, placas FAE 1994. O motorista do caminhão Scania, placas CBR 8363, de São Manuel, não teve ferimentos.
Entre as vítimas fatais estão Robson Alexandre Paulin, 17 anos, e as irmãs Juventina Carlos dos Santos, 22 anos, e Aldina Carlos dos Santos, 19 anos. Ficaram gravemente feridos José Antônio Palugã, 17 anos, Éder Luís Paulin, 19 anos, e o motorista da Kombi Agenor Januário da Silva Filho, 31 anos.
Segundo a Polícia Rodoviária de Ourinhos, que ajudou no atendimento às vítimas, Juventina teria morrido no local do acidente. Os outros dois estudantes morreram pouco depois, na Santa Casa da cidade. Todas as vítimas moravam na zona rural de Santa Cruz, e estavam voltando para a casa, depois das aulas.
De acordo com a polícia, o motorista da Scania, Ronaldo Quessada Gimenes, 29 anos, teria admitido que cochilou ao volante.
O acidente aconteceu por volta das 23h30, no km 327 da rodovia José Batista Cabral Renó (SP-225), próximo a Santa Cruz. A Kombi seguia no sentido Santa Cruz/Ipaussu e o caminhão, carregado com 28 toneladas de açúcar, vinha no sentido oposto. A carga seria entregue em Pederneiras, segundo a polícia.
Ao deixar alunos em uma propriedade rural, próxima ao local do acidente, a Kombi trafegava ainda no acostamento da rodovia quando foi atingida pela Scania. Segundo cálculos da polícia, a perua devia estar andando a 30 km/h, no momento da colisão. Se a velocidade fosse maior, os policiais acreditam que outras pessoas poderiam ter morrido.
De acordo com a Polícia Civil, exames devem comprovar se o motorista do caminhão havia ingerido álcool pouco antes do acidente. A única informação que o delegado de Santa Cruz, Paulo Roberto Ceccato, adiantou foi o indiciamento de Gimenes por homicídio culposo (sem intenção de matar). Caso seja condenado, ele poderá receber uma pena que varia de dois a quatro anos de prisão.